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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Recarregando as Baterias

Gostaria de falar com você, que se sente desanimado diante das pressões do dia-a-dia, que acha que seus sonhos se perderam na poeira da estrada e que não consegue encontrar motivação para dar o melhor de si. Largue tudo o que você estiver fazendo agora e pare um pouquinho para pensar. Volte no tempo e comece a reviver suas histórias de sucesso. Lembre-se das dificuldades que você superou e das vitórias que conquistou na infância, na adolescência e na vida adulta. Quantos problemas foram resolvidos? Quantos momentos de angústia foram sucedidos por outros momentos de bem-estar e de satisfação? Quantas vezes você conseguiu virar o jogo a seu favor?
Reviva suas conquistas e valorize-as, uma a uma, das mais grandiosas as que parecem mais insignificantes. Elas são a bateria interna que alimenta a autoconfiança. E essa bateria está sempre lá, não se extingue nunca. Tudo o que você tem de fazer é acioná-la, e ela lhe dará o impulso necessário para atravessar os momentos difíceis.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Luz e Sombras

O primeiro passo para confiar em si mesmo é descobrir suas habilidades. O segundo é sentir-se à vontade com elas. Pontos fracos todos nós temos. É importante conhecê-los e admiti-los, mas sem exageros. Eles são parte de nós, mas não são o que nos define. Cuidado com as distorções que só servem para minar a autoconfiança. O que nos define é o que podemos fazer, e não o que não podemos. Suas fraquezas são parte de você, mas não são você. Não as use como pretextos para mascarar e desperdiçar o seu verdadeiro potencial.
Às vezes, o medo de fazer sucesso e de lidar com as responsabilidades daí advindas é maior do que o medo de fracassar. Como disse Nelson Mandela em seu brilhante discurso de posse, “nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados para o cargo. Nosso medo mais profundo é que sejamos excessivamente poderosos. É nossa luz, e não nossa sombra, que nos amedronta”.

Superação

Certa vez ouvi uma frase que me deu muito o que pensar. A frase é: “o que não tem solução, solucionado está”. À primeira vista pode parecer que essas palavras encerram uma mensagem de pessimismo e de acomodação. Então não devemos lutar sempre? Não devemos nos esforçar ao máximo para superar limites e obstáculos? Sim, devemos. Mas também precisamos ter sabedoria suficiente para entendermos que algumas coisas são inevitáveis. E, nesses casos, a superação não consiste na obsessão de mudar o que não pode ser mudado, mas na coragem de compreender isso e buscar novos caminhos.
Exemplo dessa atitude é o do João Carlos Martins. Pianista de renome internacional, Martins teve de enfrentar diversos problemas com as mãos que o impediam de tocar. Vários desses problemas ele superou graças a uma fantástica determinação. A certa altura, porém, ele teve de se submeter a uma cirurgia que iria seccionar os nervos de sua mão. E isso era definitivo. Mas Martins mais uma vez superou os obstáculos que lhe eram impostos. Como? Ele não recuperou os nervos seccionados, porque isso seria impossível. Em vez disso, passou a estudar regência, fundou duas orquestras e deu início a uma brilhante carreira de maestro.
Há uma célebre prece na qual pedimos “serenidade para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para reconhecer a diferença entre umas e outras”. Eis aí a essência da superação. Admitir que algumas coisas são inevitáveis não é derrotismo. É o primeiro passo para passarmos da obsessão estéril à determinação construtiva. Em vez de bater de cabeça contra um muro sólido, é melhor tratar de encontrar uma porta. Às vezes a porta está oculta, às vezes está emperrada e, às vezes, está bem na nossa frente. Mas, acredite: sempre há uma porta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Nada é Por Acaso

Um jovem pastor foi designado para ser o responsável por uma pequena igreja no bairro do Brooklyn, em Nova York. Quando chegou, o pastor teve uma desagradável surpresa: a igrejinha estava caindo aos pedaços. Com a ajuda da comunidade e dispondo de poucos recursos, ele pôs mãos a obra e tratou de reformar a igreja. Depois de muito trabalho, a reforma terminou. Um dia depois, porém, caiu uma violenta tempestade e um grande buraco se abriu em uma das paredes da igreja. O pastor viu o estrago e sentiu-se invadido por um enorme desânimo. O Natal estava perto e ele não ia conseguir reabrir a igreja a tempo de celebrar a data com os fiéis.
Naquela tarde, enquanto dirigia para casa, a amargura o invadia. Todos os seus esforços haviam sido em vão e parecia que Deus o estava submetendo a uma brincadeira sem graça, zombando de seu trabalho e de sua fé. No meio do caminho, ele passou por uma casa na qual estava ocorrendo uma venda de garagem e decidiu dar uma olhada. Lá ele encontrou uma bela toalha de mesa bordada, com uma grande cruz no centro. Imediatamente, comprou a toalha e a levou para a igreja. Era do tamanho certo para cobrir o buraco na parede. Assim, ele poderia abrir a igreja no Natal e depois levantar os fundos necessários para os reparos.
O dia seguinte era véspera de Natal. O pastor chegou à igreja a fim de arrumar tudo para o culto quando encontrou uma senhora idosa no ponto de ônibus. Ela havia perdido o ônibus e o próximo levaria 45 minutos para chegar. A mulher não costumava freqüentar aquele bairro e morava bem longe dali. Como estava muito frio, o pastor a convidou para esperar dentro da igreja. A mulher ficou espantada ao ver a toalha na parede e perguntou onde o pastor a conseguira. O pastor lhe contou e ela, então, lhe pediu para ver se na parte de trás, no canto inferior esquerdo da toalha, estavam bordadas as iniciais BGM. O pastor levantou a toalha e lá estavam as iniciais.
A mulher lhe disse que ela havia feito a toalha há muitos anos, quando morava na Áustria com o marido. Quando o país foi anexado pela Alemanha nazista, ela e o marido decidiram emigrar para os Estados Unidos. No último momento, porém, o marido acabou sendo preso pelos nazistas e eles nunca mais se viram. A mulher havia chegado aos Estados Unidos com pouquíssimo dinheiro, razão pela qual teve de vender a toalha. Seus esforços para reencontrar o marido foram em vão. Provavelmente ele já havia morrido, mas, mesmo assim, ela nunca quis se casar outra vez. O pastor ficou comovido com a história e ofereceu-se para levar a mulher para a casa dela.
A igreja, enfim, reabriu para o Natal e toda a vizinhança compareceu em massa para o culto. Depois que todos saíram, o pastor notou que um senhor idoso havia permanecido na igreja. Ele olhava fixamente para a toalha na parede e seus olhos estavam cheios de lágrimas. O pastor foi falar com ele e o homem disse que jamais pensou que veria essa toalha novamente. Ele contou que a toalha fora feita por sua mulher, quando os dois moravam na Áustria. Eles estavam prestes a fugir para os Estados Unidos quando os nazistas o prenderam, e ele nunca mais encontrou sua mulher. Talvez àquela altura ela já estivesse morta, mas ele continuava solitário, vivendo de suas lembranças. O pastor lhe disse, então, que precisava levá-lo com urgência a um lugar. E o levou para a casa da mulher que ele não via há quase 40 anos.
Naquele dia, depois desse inesperado e emocionante reencontro, o pastor voltou para casa pensando que, no final das contas, tudo acontece por um motivo. Até mesmo um buraco na parede. Tentar ver as coisas sob esse ponto de vista pode nos ajudar a encontrar algo positivo mesmo nas situações mais difíceis. E talvez aí esteja o estímulo necessário para superar os obstáculos pessoais ou profissionais que a vida põe em nosso caminho.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inimigos Imaginários

Um modesto lavrador ouviu dizer que o imperador pretendia dar um grande banquete. Imediatamente, colocou toda a sua colheita num barco e seguiu para o castelo. Sua intenção era procurar o cozinheiro-chefe do imperador e vender-lhe, de uma vez só, sua colheita inteira. Ao descer o rio, porém, foi ultrapassado por outro barco, que navegava em grande velocidade. Ele logo reconheceu a embarcação: pertencia a outro lavador, que era seu vizinho. O homem ficou fora de si. Queria ser o primeiro a chegar para vender sua safra, e não estava disposto a abrir mão dessa vantagem.
Começou a navegar mais depressa, até que ambos os barcos se envolveram numa louca e perigosa corrida. Tão furioso estava o lavrador com a possibilidade de ser passado para trás que deixou a prudência de lado e se pôs a realizar manobras arriscadas. Acabou perdendo o controle de seu barco. Não houve como evitar a colisão, e as duas embarcações afundaram. O lavrador conseguiu escapar com vida, mas perdeu toda a sua colheita. Só então percebeu que o outro barco estava vazio. A embarcação havia se soltado de suas amarras e estava navegando à deriva. Seu temível concorrente era apenas fruto de sua imaginação – e de sua ganância. Cuidado com os inimigos imaginários. Sua própria falta de autocontrole é que é, no fundo, a sua maior inimiga.

sábado, 10 de outubro de 2009

Prosseguir ou Desistir – A Escolha é Sua

Certa vez, uma jovem bailarina foi fazer um teste para o corpo de baile da principal companhia de balé do país. Durante anos ela havia se preparado para aquele momento. Passar no teste era o sonho de sua vida, a culminação de todos os seus esforços. Durante sua apresentação, ela dançou como nunca. Tinha certeza de que havia se saído muito bem. Porém, para sua grande decepção, o diretor artístico da companhia lhe disse: “Só isso? Você não pode fazer melhor? Volte outro dia e se apresente de novo”.
A moça ficou arrasada. Achava impossível dançar melhor do que havia dançado. Se o diretor lhe disse aquilo era porque ela não tinha mesmo talento, e era melhor desistir. A bailarina não voltou para o segundo teste. Profundamente desanimada, resolveu abandonar o balé. Com o passar dos anos, ela arrumou um emprego, casou-se e sepultou de vez seus sonhos de bailarina. Mas a frustração persistia. Tinha a sensação de que faltava algo em sua vida e que nunca seria realmente feliz.
Vinte anos depois, ela foi com o marido assistir a uma apresentação de balé e, na saída, encontrou o diretor artístico que havia criticado seu teste. Sem conseguir se conter, ela aproximou-se dele e disse: “Lembra-se de mim? Há vinte anos fiz um teste para o corpo de baile. Eu dancei muito bem, mas você achou que era pouco. Por sua causa desisti do balé e nunca mais dancei”. O homem olhou para ela e respondeu: “Eu me lembro de você. O que eu lhe disse é o mesmo que digo a todas as candidatas. Mas você foi a única que desistiu”.
Essa história serve para nos lembrar que, ao longo de nossa trajetória profissional, encontramos vários obstáculos que parecem se antepor à realização de nossos sonhos. A superação dos obstáculos exige que utilizemos o que temos de melhor. E quanto mais descobrimos e exploramos nossas capacidades, mais perto ficamos de nossos sonhos. Claro, é sempre possível desistir no meio do caminho. O que não se pode é culpar os outros por isso.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A busca da felicidade

Por incrível que pareça, muita gente tem medo da felicidade. Para estas pessoas, estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos - e perder sua própria identidade.
Muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos os milagres - porque aceitá-los nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos "acostumar" com a felicidade.
Pensamos: "é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito".
Por medo de diminuir, deixamos de crescer, Por medo de chorar, deixamos de rir.

O que é divertido no homem
Um discípulo perguntou a Hejasi:
- Quero saber o que é que mais divertido nos seres humanos.
Hejasi comentou:
- Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde.
"Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
"Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As coisas como elas são

É claro que nem sempre as coisas acontecem como queríamos que acontecessem. Existem momentos em que sentimos que estamos buscando algo que não está reservado para nós, dando murros em portas que não se abrem, esperando milagres que não se manifestam.
Ainda bem que as coisas são assim - se tudo andasse como a gente quer, em breve não íamos ter mais assunto para escrever o roteiro dos nossos dias. Este roteiro é feito de nossos sonhos como alimento, mas de nossa luta como energia. Há momentos em que é melhor relaxar, e acreditar que o Universo continua trabalhando por nós em segredo, mesmo que não possamos compreender.
Deixemos, portanto, que Alma do Mundo cumpra sua missão, e quando não podemos ajudá-la, a melhor maneira de colaborar com ela é prestar atenção às coisas simples da vida - no pôr do sol, nas pessoas que passam na rua, na leitura de um livro.
Entretanto, em muitos casos o tempo continua passando, e nada de excepcional acontece. Mas o importante é acreditar. Assim como as crianças acreditam.
Porque crê em milagres, os milagres começam a acontecer.
Porque tem certeza que seu pensamento pode mudar sua vida, sua vida começa a mudar.
Porque está certo que irá encontrar o amor, este amor aparece.
De vez em quando, se decepciona. Às vezes, se machuca.
E então escuta os comentários: "como é ingênuo!"
Mas devemos entender que vale o preço. Para cada derrota, tem duas conquistas a seu favor.
Em um interessante e minúsculo livro, “O Breviário da Cavalaria Medieval”, há um texto que deve ser lembrado nestes momentos de espera:
"A energia espiritual do Caminho utiliza a justiça e a paciência para preparar teu espírito.”
“Este é o Caminho do Cavaleiro. Um caminho fácil e ao mesmo tempo difícil, porque obriga a deixar de lado as coisas inúteis, e as amizades relativas. Por isso, no começo, sente-se tanta hesitação em segui-lo."
"Eis o primeiro ensinamento da Cavalaria: tu irás apagar o que até então tinhas escrito no caderno de tua vida: inquietação, insegurança, mentira. E iras escrever, no lugar disto tudo, a palavra coragem. Começando a jornada com esta palavra, e seguindo com a fé em Deus, chegarás onde precisas."

Mesmo assim, às vezes continuamos esperando – com paciência, resignação, coragem – e as coisas a nossa volta não se movem. Mas como foi esta a estrada que escolhemos, é impossível que as bênçãos da vida não estejam trabalhando a nosso favor. Cabe, portanto, uma profunda reflexão sobre aquilo que chamamos de “resultados”: nosso destino está se manifestando de uma maneira que não chegamos a compreender totalmente – mas está se manifestando! Jorge Luís Borges tem um conto magistral a este respeito.
Descreve o nascimento de um tigre que passa grande parte de sua vida na selva africana, mas termina sendo capturado e levado para um zoológico na Itália. A partir dali, o animal pensa que sua vida perdeu o sentido, e nada mais resta que esperar o dia de sua morte.
Uma bela manhã, o poeta Dante Alighieri passa por aquele zoológico, olha o tigre, e o animal inspira um verso - no meio de milhares de versos - da "Divina Comédia".
"Toda a luta pela sobrevivência que aquele tigre travou, foi para que pudesse estar aquela manhã no zoológico, e inspirar um verso imortal", diz Borges.
Assim como este tigre, todos nós temos uma razão - uma razão muito importante - para estarmos aqui, neste momento.

Relaxe, portanto. E preste atenção.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Os Três Crivos de Sócrates

Somos responsáveis não apenas por nossos atos, mas também por nossas palavras. Parece evidente, mas o fato é que nem sempre damos a devida atenção ao que parece evidente. Envolver-se em fofocas, repassar informações sem conferi-las e dar corda a boatos é uma tentação a qual todos estamos expostos. Só que não há nada de inocente nisso. É assim que comprometemos a reputação dos outros e também a nossa. Uma boa forma de evitar essa armadilha é refletir sobre as palavras de Sócrates. O grande filósofo grego tinha um método imbatível para não se deixar envolver pelo perigo das redes de intrigas.

Um dia, quando Sócrates conversava com seus discípulos em Atenas, um homem aproximou-se e, puxando-o pelo braço, lhe disse:
- Precisamos conversar em particular. Tenho uma coisa urgente para lhe contar.
Sócrates respondeu:
- Espere um pouco. Você já passou isso que vai me dizer pelos três crivos?
- Como assim? Que crivos? – Espantou-se o homem.
- O primeiro é o crivo da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é verdade?
- Certeza não tenho, mas muita gente está falando, então...
- Bem, se não passou pelo crivo da verdade, deve ter passado pelo da bondade. O que você está prestes a me dizer é algo bom, não?
O homem hesitou.
- Bom não é. Muito pelo contrário.
- Se talvez não seja verdade, e com certeza não é bom, resta o terceiro crivo. Há alguma utilidade no que você quer me contar?
O homem pensou um pouco.
- Não sei bem, acho que não...
- Neste caso, se sua história não é verdadeira, nem boa, nem útil, não perca seu tempo contando-a, pois nenhum proveito pode-se tirar dela - disse o filósofo, encerrando a conversa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Os novos empreendedores

Pamela Hartigan, diretora da Fundação Schwab, desenvolveu uma lista de dez pontos comuns entre as pessoas que, insatisfeitas com o mundo a sua volta, resolveram criar seu próprio trabalho. Penso que a lista de Pamela vai mais além do empreendimento social (como é chamado esta novo mecanismo), e pode ser aplicada a muitas coisas que fazemos na nossa vida diária:
» Impaciência » quem busca seu sonho não fica esperando as coisas acontecerem: vê os problemas de ontem como as oportunidades de hoje. Por causa da sua impaciência, é freqüentemente obrigado a mudar de rumo, mas é essa adaptação que o amadurece.
» Consciência » quem busca seu sonho sabe que não está sozinho neste mundo, e cada gesto seu tem uma conseqüência. O trabalho que está fazendo pode de transformar o ambiente ao seu redor. Entendendo este poder, ele passa a ser um elemento ativo da sociedade, e isso o deixa em paz com a vida.
» Inovação » quem busca seu sonho acredita que tudo pode ser diferente do que é, mas é preciso buscar um caminho que ainda não foi percorrido. Embora esteja sempre cercado da velha burocracia, dos comentários alheios, e das dificuldades de penetrar em uma floresta ainda não desbravada, ele descobre maneiras alternativas de se fazer ouvir.
» Pragmatismo » quem busca seu sonho não fica esperando os recursos ideais para começar seu trabalho - arregaça as mangas e coloca mãos à obra. Cada progresso, por menor que seja, aumenta sua confiança e a confiança daqueles que estão ao seu redor, e os recursos terminam por aparecer.
» Aprendizado » quem busca seu sonho é geralmente alguém que tem um grande interesse em determinada área, e cuja observação detalhada faz com que encontre novas soluções para problemas antigos. Mas este aprendizado só pode ser atingido através da prática, e da constante renovação.
» Sedução » ninguém consegue sobreviver isolado em um mundo competitivo: consciente disso, quem busca seu sonho consegue fazer com que outras pessoas se interessem por suas idéias. E essas pessoas se interessam porque sabem que estão diante de algo criativo, comprometido com a sociedade, e que - além do mais - pode ser lucrativo economicamente.
» Flexibilidade » quem busca seu sonho tem uma idéia na cabeça, e um plano para transforma-la em realidade. Entretanto, a medida que caminha, vai se dando conta de que precisa adaptar-se as realidades do mundo a sua volta, e é a partir daí que sua responsabilidade social passa a ser um fator importante na transformação do meio-ambiente. Um exemplo: para diminuir a mortandade infantil de uma determinada cidade, não basta cuidar da saúde das crianças - é preciso modificar a estrutura sanitária, o sistema de alimentação, etc.
» Teimosia » quem busca seu sonho pode ser flexível no seu caminho, mas está ao mesmo tempo concentrado em seu objetivo. Por causa de suas idéias inovadoras, e por estar sempre movendo-se em terreno não conhecido, jamais diz: "tentei, mas não deu resultado." Ao contrário, sempre busca todas as alternativas possíveis, e por causa disso os resultados terminam aparecendo.
» Alegria » quem busca seu sonho tem momentos difíceis, mas está contente com o que faz. Suas eventuais confusões e erros nada tem a ver com sua incapacidade, e ele é capaz de sorrir quando dá um passo em falso - porque sabe que poderá corrigir seu movimento mais adiante.
» Contágio » quem busca seu sonho tem a capacidade única de fazer com que as pessoas a sua volta percebam que vale a pena seguir seu exemplo e fazer a mesma coisa. Por causa disso jamais irá sentir-se sozinho, mesmo que vez por outra sinta-se incompreendido.

Pamela Hartigan termina seu estudo dando como exemplo um brasileiro, Fabio Rosa, que desenvolveu um sistema de uso de energia solar, depois de ver que sua comunidade que gastava parte importante dos ganhos na compra de combustível não-renovável. O trabalho de Fábio, que contém os dez pontos de seu estudo, é hoje é conhecido no mundo inteiro, "contagiou" grandes empresas, e em pouco tempo poderá beneficiar milhões de pessoas, além de contribuir para a preservação do meio-ambiente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Da importância dos outros

Preocupadíssimo, o rato viu que o dono da fazenda havia comprado uma ratoeira: estava decidido a mata-lo!
Começou a alertar todos os outros animais:
- Cuidado com a ratoeira! Cuidado com a ratoeira!
A galinha, ouvindo os gritos, pediu que ficasse calado:
- Meu caro rato, sei que isso é um problema para você, mas não me afetará de maneira nenhuma – portanto não faça tanto escândalo!
O rato foi conversar com o porco, que sentiu-se incomodado por ter seu sono interrompido.
- Há uma ratoeira na casa!
- Entendo sua preocupação, e estou solidário com você – respondeu o porco. – Portanto, garanto que você estará presente nas minhas preces esta noite; não posso fazer nada além disso.
Mais solitário que nunca, o rato foi pedir ajuda à vaca.
- Meu caro rato, e o que eu tenho a ver com isso? Você já viu alguma vez uma vaca ser morta por uma ratoeira?
Vendo que não conseguia a solidariedade de ninguém, o rato voltou até a casa da fazenda, escondeu-se no seu buraco, e passou a noite inteira acordado, com medo que lhe acontecesse uma tragédia.
Durante a madrugada, ouviu-se um barulho: a ratoeira acabava de pegar alguma coisa!
A mulher do fazendeiro desceu para ver se o rato tinha sido morto. Como estava escuro, não percebeu que a armadilha tinha prendido apenas a cauda de uma serpente venenosa: quando se aproximou, foi mordida.
O fazendeiro, escutando os gritos da mulher, acordou e levou-a imediatamente ao hospital. Ela foi tratada como devia, e voltou para casa.
Mas continuava com febre. Sabendo que não existe melhor remédio para os doentes que uma boa canja, o fazendeiro matou a galinha.
A mulher começou a se recuperar, e como os dois eram muito queridos na região, os vizinhos vieram visita-los. Agradecido por tal demonstração de carinho, o fazendeiro matou o porco para poder servir aos seus amigos.
Finalmente, a mulher se recuperou, mas os custos com o tratamento foram muito altos. O fazendeiro enviou sua vaca ao matadouro, e usou o dinheiro arrecadado com a venda da carne para pagar todas as despesas.
O rato assistiu aquilo tudo, sempre pensando:
“Bem que eu avisei. Não teria sido muito melhor se a galinha, o porco e a vaca tivessem entendido que o problema de um de nós coloca todo mundo em risco?”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Esforço Correto

O esforço e a dedicação são qualidades sempre lembradas quando o assunto é chegar ao sucesso. “Esforce-se e você vai chegar lá” é uma frase que ouvimos com freqüência. O que dizer então daqueles que se esforçam até demais, mas sentem que não estão chegando a lugar algum? Será que essa história de esforço não passa de conversa fiada? De algo que às vezes funciona, às vezes não, dependendo da “sorte” de cada um?
Se temos essa impressão é porque a frase está incompleta. O que se deveria dizer é: “Esforce-se corretamente e você chegará lá”. O esforço incorreto – ou seja, inconsciente e mal direcionado – não passa de um tremendo desperdício de energia. É o que nos faz ficar numa situação semelhante à de Alice no País das Maravilhas, naquela passagem na qual, depois de muito correr, ela percebe que se encontra exatamente no mesmo lugar.
Talvez possamos entender melhor o que é o esforço correto se observarmos o princípio budista que tem o mesmo nome. O esforço é correto quando é dirigido da forma certa, para os objetivos certos. E como se chega a isso? Um bom caminho consiste em observar os demais princípios. Se pensar bem, você verá que todos estão interligados e que nenhum pode funcionar adequadamente sem o outro. Esse conjunto de oito princípios é chamado pelos budistas de Senda Óctupla. Mas não é preciso vê-lo dentro de um contexto religioso. Seja qual for sua religião, ou mesmo que você não tenha nenhuma, um pouco de bom senso em nosso dia-a-dia nunca é demais. Além do esforço correto, os outros princípios são:
» Palavra correta » ser responsável pelo que você diz, evitar palavras que instigam reações negativas.
» Ação correta » ser ético e agir de acordo com o que você pensa.
» Meio de vida correto » ganhar seu sustento de forma honesta, sem explorar seus semelhantes.
» Atenção correta » saber discernir o que é realmente importante.
» Concentração correta » manter o foco e não se dispersar.
» Pensamento correto » usar sua mente a favor, e não contra você.
» Compreensão correta » desenvolver uma visão ampla e sem preconceitos de si mesmo, dos outros e do mundo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

10 Maneiras de mudar sua vida em 59 segundos

O novo livro “59 Seconds: Think a Little. Change a Lot” (“59 Segundos: Pense um Pouco. Mude Muito”, ainda não lançado no Brasil) esmiuça provas de estudos empíricos em uma variedade de publicações cientifícias em pequenos pedaços de conselhos capazes de mudar vidas.

1 » Na próxima vez que você for a uma reunião importante, obtenha uma fácil e rápida vantagem psicológica sentando-se no meio do grupo.
2 » Durante um encontro, comece indiferente e depois torne-se mais positivo; foque em coisas que ambos desgostem e imite a linguagem corporal de seu par.
3 » Para proporcionar um aumento significativo em sua felicidade, force seu rosto a sorrir e segure essa expressão por 20 segundos.
4 » A melhor maneira de conseguir que alguém goste de você não é fazendo um favor, mas fazendo com que essa pessoa faça um pequeno favor para você.
5 » Para diminuir com a bebida e a comida, use copos estreitos, coloque um espelho em sua cozinha e mantenha um diário alimentar.
6 » Compre experiências e não bens. Vá a um show, filme, lugar diferente ou um restaurante estranho: qualquer coisa que forneça uma oportunidade de fazer algo com outras pessoas ou de contar aos outros depois.
7 » Ajude a atingir seus objetivos contando-os a amigos, familiares e colegas.
8 » Para ajudar a manter um relacionamento vivo, lembre-se de balancear cada comentário negativo com cinco positivos.
9 » Quando for procurar um emprego, aumente sua credibilidade mencionando qualquer fraqueza óbvia no começo da entrevista.
10 » Vá atrás de mudanças “intencionais” começando um novo hobby, filiando-se a uma organização, aprendendo uma habilidade, iniciando um projeto ou conhecendo novas pessoas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O arco, a flecha e o alvo

Todos nós somos arqueiros da vontade Divina. E portanto, é indispensável saber que instrumentos temos à nossa disposição.

O arco
O arco é a vida: dele vem toda a energia.
A flecha irá partir um dia. O alvo está longe.
Mas sua vida permanecerá sempre com você, e é preciso saber cuida-la.
Precisa de períodos de inação – um arco que sempre está armado, em estado de tensão, perde sua potência. Portanto, aceite o repouso para recuperar sua firmeza: assim, quando você esticar a corda, estará com sua força intacta.
O arco não tem consciência: ele é um prolongamento da mão e do desejo do arqueiro. Serve para matar ou para meditar. Portanto, seja sempre claro em suas intenções.
Um arco tem flexibilidade, mas também tem um limite. Um esforço além da sua capacidade irá quebra-lo, ou deixar exausta a mão que o segura. Da mesma maneira, não exija mais do seu corpo do que ele pode lhe dar. E entenda que um dia a velhice chegará – e isso é uma benção, e não uma maldição.
Para manter com elegância o arco aberto, faça com que cada parte dê apenas o necessário, e não disperse suas energias. Assim, você poderá disparar muitas flechas sem se cansar.

A flecha
A flecha é a sua intenção. É o que une a força do arco com o centro do alvo.
A intenção do ser humano tem que ser cristalina, reta, bem equilibrada.
Uma vez que ela parte, não voltará, então é melhor interromper um processo – porque os movimentos que o levaram até ele não estavam precisos e corretos – do que agir de qualquer maneira, só porque o arco já estava retesado e o alvo estava esperando.
Mas jamais deixe de manifestar sua intenção se a única coisa que o paralisa é o medo de errar. Se fizer os movimentos corretos, abra sua mão e solte a corda, dê os passos necessários e enfrente seus desafios. Mesmo que não atinja o alvo, você saberá corrigir sua pontaria da próxima vez.
Se não arriscar, jamais saberá quais as mudanças que eram necessárias.

O alvo
O alvo é o objetivo a ser alcançado.
Foi escolhido por você. Nisso reside a beleza do caminho: você não pode jamais desculpar-se, dizendo que o adversário era mais forte. Porque foi você que escolheu seu alvo, e é responsável por ele.
Se olhar o alvo como inimigo, poderá até mesmo acertar o seu tiro, mas não conseguirá melhorar nada em você mesmo. Passará sua vida tentando colocar apenas uma flecha no centro de uma coisa de papel ou madeira, o que é absolutamente inútil. E quando estiver com outras pessoas, viverá reclamando que não faz nada de interessante.
Por isso, você precisa escolher seu objetivo, dar o melhor de si para atingi-lo, olhando-o com respeito e dignidade: precisa saber o que ele significa, quanto custou do seu esforço, do seu treinamento, da sua intuição.
Ao olhar o alvo, não se concentre apenas nele, mas em tudo que acontece ao seu redor: porque a flecha, ao ser disparada, irá encontrar-se com fatores que você não conta, como o vento, o peso, a distância.
O objetivo só existe na medida em que um homem é capaz de sonhar atingi-lo. O que justifica a sua existência é o desejo - ou ele seria uma coisa morta, um sonho distante, um devaneio.
Assim, da mesma maneira que a intenção busca seu objetivo, o objetivo também busca a intenção do homem, porque é ela que dá sentido a sua existência: já não é mais apenas uma idéia, mas o centro do mundo de um arqueiro.


A Seta e o Alvo

Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta

Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era ? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada ?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada...

Paulinho Moska

Intuição: Saiba Usá-la Para Chegar ao Sucesso

A intuição, o “faro” ou o “feeling” é o diferencial que distingue um empresário ou um profissional bom ou razoável de um que é brilhante; de alguém que acumula um ou outro sucesso de um verdadeiro vencedor. Nesse caso, cabe a pergunta: por que algumas pessoas parecem ser mais intuitivas do que outras? Por que certas pessoas se mostram tão hábeis em usar a intuição na vida profissional e pessoal, enquanto outras demonstram o oposto disso?
O fato é que, como qualquer instrumento, a intuição precisa ser afinada. Toda a vez que ouvimos um músico tocar um instrumento perfeitamente afinado é porque, antes de subir ao palco, ele se deu ao trabalho de afinar cuidadosamente o seu instrumento. Com a intuição ocorre a mesma coisa. O primeiro passo para afiná-la consiste em cultivar uma boa auto-estima. E o que é que a auto-estima tem a ver com a intuição? Tudo. Quanto mais baixa for a auto-estima, maior a tendência de duvidar de si mesmo e, por conseguinte, de sua intuição. Contudo, uma postura radicalmente oposta a essa também surte efeitos negativos. Se uma pessoa se tem em tão alta conta a ponto de considerar-se sempre “perfeita” e “infalível”, essa auto-imagem distorcida poderá distorcer também sua forma de lidar com a intuição. Em vez de ouvi-la, alguém assim tentará manipulá-la toda vez que ela contrariar seus desejos ou intenções. Essa pessoa não está seguindo sua intuição: está seguindo seus caprichos e vontades.
Portanto, afinar a intuição exige a postura equilibrada de não se deixar minar pela baixa auto-estima, nem se deixar cegar por uma imagem arrogante e fantasiosa de si mesmo. É claro que não é fácil chegar a esse equilíbrio – e eu estaria mentindo se dissesse que existe alguma fórmula mágica. A auto-estima, bem como sua ausência e seu excesso, está ligada à história de vida de cada um, e mexer com isso implica mergulhar em um processo de autoconhecimento. Porém, quem se dispor a fazê-lo poderá começar observando suas próprias atitudes e motivações, bem como sua relação com os aspectos intuitivos que envolvem suas decisões e escolhas.
Para apurar a intuição é preciso abrir o caminho a fim de que ela possa fluir livremente. Isso não envolve nenhum tipo de “técnica para-normal”, muito pelo contrário: é tudo uma questão de observar o seu cotidiano e adotar algumas medidas concretas para remover os obstáculos que dificultam ou impedem o fluxo da intuição. Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo nessa tarefa:
» Tenha clareza quanto a seus objetivos » Às vezes, o que achamos que queremos não é o que realmente queremos. Esse descompasso pode fazer com que a mente consciente trabalhe para uma finalidade, enquanto o inconsciente trabalha para outra.
» Aprenda a relaxar » É preciso parar de vez em quando para poder ouvir a intuição. Práticas meditativas ajudam, mas quem não se sente inclinado a isso, pode, pelo menos, aprender a soltar-se e a relaxar.
» Alimente sua intuição » O matemático francês Henri Poincaré disse certa vez que “a inspiração só vem para a mente preparada”, e uma forma de preparar a mente é alimentando-a com informações, que podem vir das mais variadas fontes: leituras, conversas, estudos, cursos, seminários, filmes, programas de TV...
» Cultive relacionamentos » O contato, a interação e o interesse pelos demais nos tornam mais experientes e sensíveis no trato com outros seres humanos, o que estimula nossa intuição em relação às pessoas.

sábado, 1 de agosto de 2009

As três formas de amor

Os gregos possuíam três palavras para designar o amor: Eros, Philos e Ágape.
Eros é o amor saudável entre duas pessoas, que justifica a vida e perpetua a raça humana.
Philos é o sentimento que dedicamos aos nossos amigos.
Finalmente, Ágape, que contem Eros e Philos, vai muito mais longe do fato de “gostar” de alguém.
Ágape é o amor total, o amor que devora quem o experimenta.
Quem conhece e experimenta Ágape, vê que nada mais neste mundo tem importância, apenas amar.

Não Use Fórmulas, Use a Sensibilidade

Dizem que, certa vez, um homem se aproximou de Buda e perguntou-lhe se Deus existia. “Sim”, respondeu Buda. Mais tarde, outro homem chegou e lhe fez a mesma pergunta. Dessa vez, a resposta foi não. Por fim, mais um homem chegou e, ao repetir a pergunta, ouviu a seguinte resposta: “Você terá que descobrir”. Indignado, um de seus discípulos lhe disse: “Como o senhor pode dar três respostas diferentes para a mesma pergunta?”
Buda respondeu: “Por que as pessoas são diferentes, e cada uma chegará à resposta por seu próprio caminho. A primeira acreditará em minha palavra. A segunda fará tudo para provar que estou errado. E a terceira só acredita naquilo que é capaz de provar”. Lembre-se disso na hora de negociar com alguém: o que funciona com uma pessoa, pode não funcionar com outra. Não use fórmulas, use sua sensibilidade.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As quatro fases da TPM

Fases da TPM qualquer semelhança é mera coincidência

Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:

Fase 1 » Fase Meiguinha
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal?
Talvez, se não fosse mais do que o normal.
Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

Fase 2 » Fase Sensível
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar.
E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

Fase 3 » Fase Explosiva
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM.
Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara.
Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...
- Merda, viu!? - ela rosna de repente.
- Que foi?
A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta.
Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo!
Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem!
Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás,vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!
Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

Fase 4 » Fase da Cólica
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz.
Pelo menos até daqui a 20 dias...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Transformando o tempo

Stephan Rechtschaffen é um médico que fundou o bem sucedido Omega Institute em New York, em seu livro 'Timeshifting' (Reorientando o Tempo) faz algumas observações que listo abaixo (editadas).

O tempo não é uma medida » mas uma qualidade. Quando olhamos o passado, não estamos voltando uma fita, mas relembrando uma dádiva de nossa passagem sobre a terra. Não se mede o tempo como se mede uma estrada, já que damos saltos gigantescos para trás (lembranças) e para frente (projetos).
Gerenciar não é viver » “tempo é dinheiro” é uma bobagem. Precisamos ter consciência de cada minuto, saber aproveita-lo naquilo que estamos fazendo (com amor) ou apenas na contemplação da vida. O dia compreende 24 horas e uma infinidade de momentos. Se desaceleramos, tudo dura muito mais. Claro, pode durar mais a lavagem de pratos, mas por que não usar isso para pensar em coisas agradáveis, cantar, relaxar, alegrar-se com o fato de estar vivo?
Sintonia com a vida » Arthur Rubinstein (um dos maiores pianistas do século XX) foi certa vez abordado por uma ardente admiradora, que lhe perguntou: “Como pode usar as notas com tanta maestria”? O pianista respondeu: “Eu uso as notas do mesmo jeito que os outros, mas as pausas...ah! É ai que está a arte”. Meu processo de divórcio foi extremamente doloroso, e eu achei que ficando ocupado, conseguiria superar os momentos difíceis; mas não aconteceu como previsto, já que não conseguia olhar a dor em minha alma. A partir de determinado momento, passei a “usar as pausas” – sentar, deixar que a dor viesse, me atingisse, e passasse. Pouco a pouco fui reestruturando minha vida, entendendo melhor as razões da separação, e hoje minha ex-mulher trabalha comigo no Omega Institute – porque fui capaz de enfrentar a dor, e não apenas ocultá-la por detrás de muitas tarefas.
Lidar com as experiências usando mais profundidade » um estudo sobre os freqüentadores do Zoológico Nacional de Washington revelou que o tempo médio que as pessoas passam olhando qualquer exposição de animais não ultrapassa dez segundos. Por que ir ao zoológico, então? Melhor folhear um livro ilustrado, não é verdade? Um guia me explicou que as pessoas reclamam que os hipopótamos sempre estão submersos; na verdade, a média de submersão vai de 90 segundos a um máximo de cinco minutos – entretanto, a pressa de se ir adiante não deixa o visitante aproveitar o motivo da visita.
Saber quando refletir ou agir » uma paciente minha, com problemas de obesidade, disse que estava disposta a a fazer qualquer coisa para curar-se. Pedi que, sempre que tivesse vontade de comer, observasse o sentimento, e não agisse. “Mas eu sinto fome!” respondeu ela. “Exatamente”, foi meu comentário. Se conseguir conviver com seu sentimento, observar a fome, deixá-la vir com toda a sua intensidade, sofrer eventualmente – mas não agir – em breve conseguirá atenuar a ansiedade, e saberá ser dona de sua vontade, e não escrava de seus impulsos.
Atuando diante das emoções negativas » quando nos sentamos em um sofá, ligamos a televisão (que na verdade, é uma maneira de “desligar-se” do mundo). Ou então ficamos extremamente ansiosos, achamos que estamos perdendo tempo, que precisamos telefonar para alguém, fazer ginástica, arrumar a casa. Por que? Porque se ficarmos quietos, toda a onda de emoções reprimidas irá nos atacar, nos deprimir, nos deixar tristes ou culpados. Mas quanto mais nos “ocupamos”, mais estas emoções se acumulam, até que um dia corremos o risco de vê-las explodir sem controle.

Sim, todos nós temos nossos problemas, que precisam ser encarados – por que não fazer isso hoje? Parar. Pensar. Eventualmente sofrer um pouco. Mas no final, entender quem somos, o que sentimos, o que estamos fazendo aqui, neste momento – ao invés de querer ficar determinando a Agenda da Vida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

11 expressões usadas pelas mulheres e seus significados

1 » "Certo" » Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e você precisa se calar.
2 » "5 minutos" » Se ela está se arrumando significa meia hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.
3 » "Nada" » Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Certo".
4 » "Você que sabe" » É um desafio, não uma permissão. Ela está te desafiando, e nessa hora você tem que saber o que ela quer e não diga que também não sabe!
5 » Suspiro ALTO » Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um idiota e que ela está imaginando porque ela está perdendo tempo parada ali discutindo com você sobre o "Nada".
6 » "Tudo bem" » Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. "Tudo bem" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar por sua mancada.
7 » "Obrigada" » Uma mulher está agradecendo, não questione, nem desmaie. Apenas diga "por nada". Uma colocação pessoal: é verdade, a menos que ela diga "MUITO obrigada" - isso é PURO SARCASMO e ela não está agradecendo por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO diga "por nada". Isso apenas provocará o "Esquece".
8 » "Esquece" » É uma mulher dizendo "FODA-SE!!"
9 » "Deixa pra lá, EU resolvo" » Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes para um homem fazer algo, mas agora está fazendo ela mesma. Isso resultará no homem perguntando "o que aconteceu?". Para a resposta da mulher, consulte o item 3.
10 » "Precisamos conversar!" » Fooodeu!!, você está a 30 segundos de levar um pé na bunda.
11 » "Sabe, eu estive pensando..." » Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse".

Fonte: Baseado em experiências com minha Ex-Mulher
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