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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Arquivos em "estado cru" melhoram qualidade e preservam mais informações sobre as fotos

Veja a diferença entre os formatos. à esquerda, o RAW, e à direita, o Jpeg / Foto: Fabio Seixo
Clique na imagem para ampliar

A maioria das câmeras Prosumer atende a fotógrafos profissionais também porque elas permitem fotografar em formato nativo. Estes formatos são conhecidos como RAW - que é, basicamente, uma extensão, assim como JPEG, PSD ou TIFF. Fotos em RAW funcionam como "negativos digitais". A posse deste arquivo já é considerada, na maioria dos tribunais, prova de autoria da imagem. Portanto, nunca mandem seus arquivos RAW para ninguém.
A grande vantagem de se fotografar em RAW é poder "revelar" a imagem posteriormente. Significa que este arquivo ainda não foi processado, ou seja, encontra-se em estado cru (raw).
Além de garantir uma gama de informação nas altas e baixas luzes muito superior ao JPEG, é um formato muito elástico: a partir de uma foto em RAW, pode-se escolher o espaço RGB, contraste, temperatura de cor e muitos outros parâmetros. O interessante é saber que ali se encontra o máximo de qualidade que a sua câmera digital consegue produzir.
No entanto, ocupa mais espaço e tempo! Fotografar em RAW significa ter menos fotos por cartão de memória e demorar mais processando os arquivos, tanto na câmera quanto no computador. A relação é mais ou menos esta: uma imagem em RAW é três a quatro vezes mais pesada que um JPEG e duas a três vezes mais leve que um TIFF.
Existe um número considerável de formatos RAW. Os mais conhecidos são .CRW e .CR.2 (Canon), .NEF (Nikon) e por aí vai. Cada fabricante tem seus formato para manter certas características "únicas" de cada câmera.
Para organizar esta bagunça, a Adobe (fabricante do Photoshop) lançou o formato DNG (digital negative), na tentativa de unificar todos formatos nativos e forçar os fabricantes a usá-lo. Já existem câmeras que fotografam em DNG. A vantagem é que teremos a certeza de, no futuro, conseguir abrir este arquivo pelo Photoshop.
Estou enfatizando a escolha das câmeras Prosumer e o uso de arquivos RAW também para mostrar que o fotógrafo amador pode conseguir um material de qualidade técnica muito perto do profissional.
Para se ter uma ideia, o Image Bank, um dos principais sites de comercialização de imagens do mundo, fez uma parceria com o Flickr para a venda de fotos de alguns usuários. Imagine sua foto se transformando numa publicidade no futuro. Só é possível com qualidade, e RAW é um formato que garante isso. Se for bem capturado e processado vai proporcionar resultados surpreendentes.

Fonte: O Globo Digital

sábado, 30 de maio de 2009

Navegue por todas as estruturas do corpo humano com o Visible Body Beta

Viaje pelo corpo humano em um modelo interativo, 3D, detalhado e compreensível. Explore estruturas, sistemas, visualize em detalhes a anatomia humana, tenha uma ferramenta completa para lhe ajudar em estudos sobre biologia, fisiologia, etc.
São modelos precisos e detalhados de todos os sistemas do corpo humano, desenvolvidos por especialistas em ilustrações médicas e visualização biomédica. O conteúdo anatômico foi revisado por especialistas, incluindo fisiologistas.
Esta versão beta possui o mesmo conteúdo de um curso de anatomia e fisiologia. Foram anos de desenvolvimento para trazer modelos detalhados e visualizações fantásticas.

Um pouco de paciência
Devido ao grande número de detalhes, o Visible Body é pesado e exige bastante processamento do computador. Por isso, é recomendável fechar todos os outros programas antes de executá-lo. Na primeira vez em que você acessar o plugin, todos os modelos serão baixados e adicionados. Este download pode levar vários minutos, dependendo de sua conexão com a internet. Enquanto estes modelos estiverem no cache do seu Internet Explorer, não será necessário baixá-los novamente.
O Visible Body pode ser usado em aulas pelos professores, ou como objeto de estudo para os estudantes em casa para que eles visualizem e memorizem com maior facilidade. Também é uma boa opção para profissionais da área de saúde, como médicos, que podem usar o programa para exibir aos pacientes mais detalhes sobre suas condições. Além de servir como prato cheio para os curiosos. Afinal, já é sabido que o corpo humano desperta um grande interesse de qualquer tipo de pessoa.
Além de procurar por estruturas por seu nome em inglês, é possível esconder, rotacionar, observar e explorá-las, movendo o modelo por um espaço tridimensional. Para ver ainda mais detalhes, é possível controlar o zoom. As estruturas podem ser escondidas totalmente e os nomes de cada parte são exibidos.

Cadastro
Para viajar por todos os detalhes do corpo humano, é necessário se cadastrar gratuitamente. Para
isso, clique aqui. Preencha o formulário com suas informações básicas, crie uma senha e clique em "Sign Me Up!" Um email de confirmação será enviado para o endereço fornecido. Após clicar no link enviado, uma nova página será aberta. Clique em "Launch Visible Body" para começar a explorar o corpo humano.
Depois de validar seu email, executar o plugin pela primeira vez e fazer os downloads necessários, é hora de mergulhar nesta viagem. Os sistemas são exibidos no menu à esquerda. Por padrão, o esqueleto é o primeiro a ser baixado e o primeiro a ser exibido. Clique no botão "Add" de um respectivo sistema para adicioná-lo à área de visualização.
Selecione o sistema o qual você deseja visualizar e use o menu ao lado do menu de sistemas. Use os botões para controlar o zoom, esconder ou exibir o sistema selecionado ou os outros em exibição, definir transparência ou solidez, resetar visualização, etc. Clique com o mouse sobre qualquer órgão para que seu nome seja exibido à esquerda.
Para pesquisar por um órgão ou estrutura específica, experimente digitar o nome em questão na caixa de pesquisa, acima do menu de estruturas. Localize o coração, pulmões, fêmur ou qualquer outra das mais de 1700 estruturas anatômicas. Lembre-se que o Visible Body é em inglês, então os nomes digitados deve ser no idioma em questão.

Dica
Clique em "Learn" para aprender macetes e dominar o programa. Lembre-se que as possibilidades são muitas, e mergulhar de cabeça nesta viagem deixa os estudos ainda mais interessantes. Siga os tutoriais, domine os controles e tire o máximo possível deste plugin.



Observação Importante

O Visible Body só é compatível com o Internet Explorer 7 ou superior.


Conecte-se ao site de download do Visible Body
Visible Body Beta

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O que é RSS?

RSS é um subconjunto de "dialetos" XML que servem para agregar conteúdo ou "Web syndication", podendo ser acessado mediante programas ou sites agregadores. É usado principalmente em sites de notícias e blogs.
A abreviatura do RSS é usada para se referir aos seguintes padrões:
• Rich Site Summary (RSS 0.91)
• RDF Site Summary (RSS 0.9 e 1.0)
• Really Simple Syndication (RSS 2.0)

XML é a sigla de 'eXtensible Markup Language'. É uma linguagem de programação utilizada para armazenar e organizar informações. Está presente na maioria dos serviços da internet.
As páginas de diversos sites utilizam informações armazenadas em XML, assim como serviços RSS, por exemplo. O que o usuário 'enxerga' ao acessar um site ou ler uma notícia em um 'feed', no entanto, é resultado da interação entre os dados armazenados em XML e outras linguagens, como o HTML.


A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet se inscreverem em sites que fornecem "feeds" RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados Feeds RSS que recebem estas atualizações, desta maneira o utilizador pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um.
Os feeds RSS oferecem conteúdo Web ou resumos de conteúdo juntamente com os links para as versões completas deste conteúdo e outros metadados. Esta informação é entregue como um arquivo XML chamado "RSS feed", "webfeed", "Atom" ou ainda canal RSS.
A principio e até hoje em alguns sites o ícone adotado para o formato RSS
é juntamente do indicativo de XML . Mas o ícone mais famoso que representa o RSS foi adotado numa parceria entre a Mozilla Foundation (criadora do Firefox, que já usava o ícone) com a Microsoft para a mais recente versão de seu navegador, o Internet Explorer 7. Posteriormente o Flock, navegador baseado no Firefox ainda em desenvolvimento, também adotou o ícone. Ajudando a promover o RSS para os utilizadores o site Feed Icons distribui gratuitamente o ícone em diversos formatos para inserção em websites.

Usos
O RSS é amplamente utilizado pela comunidade dos blogs para compartilhar as suas últimas novidades ou textos completos e até mesmo arquivos multimídia. No ano 2000, o uso do RSS difundiu-se para as maiores empresas de notícias como a Reuters, CNN, e a BBC. Estas empresas permitiam que outros websites incorporassem suas notícias e resumos através de vários acordos de uso. O RSS é usado agora para muitos propósitos, incluindo marketing, bug-reports, e qualquer outra atividade que envolva atualização ou publicação constante de conteúdos. Hoje em dia é comum encontrar feeds RSS nos maiores web sites e também em alguns pequenos.
Um tipo de programa conhecido como "feed reader" ou agregador pode verificar páginas habilitadas para RSS para os seus utilizadores e informar atualizações. Estas aplicações são tipicamente construídas como programas independentes ou como extensões de navegadores ou programas de correio eletrônico. Estes programas estão disponíveis para vários sistemas operacionais, inclusive existindo versões para web destes programas.
Os leitores RSS para web não requerem nenhum software e trazem os feeds dos utilizadores para qualquer computador com acesso web disponível. Alguns agregadores combinam feeds RSS entre outros feeds. Por exemplo: agregando diversos itens relativos a futebol de diversos feeds de desportos e criando então um novo feed de futebol.

Como funciona
No arquivo RSS são incluídas informações como título, página (endereço exacto de onde há algo novo), descrição da alteração, data, autor, etc, de todas as últimas actualizações do site ao qual ele está agregado. De poucos em poucos minutos o arquivo RSS é actualizado mostrando as alterações recentes. O RSS é um formato padronizado mundialmente, que funciona sob a linguagem XML (Extensible Markup Language), e é usado para compartilhar conteúdo Web. Ele permite, por exemplo, que o administrador de um site de notícias crie um arquivo XML com as últimas manchetes publicadas, a fim de compartilhá-las mais rapidamente com seus leitores. Este arquivo poderá ser lido através de qualquer ferramenta que seja capaz de entender o formato XML do RSS.
RDF Site Summary, a primeira versão do RSS foi criada por Dan Libby da Netscape em março de 1999 para uso no portal "My Netscape". Esta versão ficou conhecida como RSS 0.9. Em julho de 1999, em resposta a comentários e sugestões, Libby produziu um protótipo chamado RSS 0.91 (com RSS significando Rich Site Summary), simplificando também o formato.
O RSS (Really Simple Syndication) é um descendente do RDF (Resource Description Framework) e segue as definições da W3C para o RDF, que é descendente do XML.

QuickRSS lendo feed do portal G1 - Clique na imagem acima para ampliar

Funcionamento e actualização
De uma maneira geral, permite o recebimento rápido de notícias ou informações, sincronizadas com os respectivos fornecedores de conteúdo, de maneira rápida, uma vez que o formato dos dados se restringe a texto simples.
Serve para receber uma lista de actualizações dos sites escolhidos, no momento em que elas ocorram. Muito usado em sites de notícias, sites de previsão do tempo, informações sobre o trânsito, informações económicas e blogs. O Gmail (Serviço de Email do Google) também utiliza RSS no seu mecanismo. Fontes RSS podem ser achadas em directórios como www.rssfeeds.com.br.

Leitores de RSS
Para fazer o uso de RSS, existem dois esquemas
• O primeiro seria fazer o uso de um programa cliente também denominado de agregador. Nele são incluídos os RSS que o utilizador deseja acompanhar
• O segundo meio é fazer um registo em sites específicos e neles incluir os RSS que deseja acompanhar. São agregadores via navegador ou browser. Agregam RSS remotamente.
A maioria dos navegadores já apresentam a possibilidade de agregar RSS no próprio software. Geralmente não apresentam tantas funcionalidades disponíveis como os outros agregadores.

O que é Feed?

Logotipo de Feed da web

O termo Feed vem do verbo em inglês "alimentar". Na Internet, este sistema também é conhecido como "RSS Feeds" (RDF Site Summary ou Really Simple Syndication).

Na prática, Feeds são usados para que um usuário de internet possa acompanhar os novos artigos e demais conteúdo de um site ou blog sem que precise visitar o site em si. Sempre que um novo conteúdo for publicado em determinado site, o "assinante" do feed poderá ler imediatamente.

Atualmente há 3 principais especificações para a criação de arquivos Feed:
• RSS 1.0 - RDF Site Summary 1.0 (RSS-DEV).
• RSS 2.0 - Really Simple Syndication 2.0 (Userland).
• Atom (IETF).

As versões RSS 1.0 e RSS 2.0 são diferentes, possuem duas organizações que trabalham separadas, isto ocorreu porque após a finalização do grupo de estudos do RSS da Netscape duas organizações continuaram o desenvolvimento separadamente, o que originou duas versões diferentes. A especificação Atom (RFC-4287) é a única publicada por um orgão normatizador, no caso a IETF.

Resumindo: arquivos Feeds são listas de atualização de conteúdo de um determinado site, escritos com especificações baseadas em XML. Os usuários incluem o link dos arquivos Feed em seu programa leitor de Feed (agregador) e recebem sem visitar o site as informações sobre as atualizações que ocorreram. Também é possível distribuir arquivos de áudio (podcasts), imagens e vídeo.

O que é Gadget?

Gadget (do Inglês: geringonça, dispositivo) é uma gíria tecnológica recente que se refere, genericamente, a um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, tocadores mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma "geringonça" eletrônica. Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se também de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista, o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.

Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, em sua maioria, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.

Além de seu mencionado uso como gíria tecnológica, cabe pontuar que o termo "gadget" ganha contornos específicos no campo da Psicanálise quando, na segunda metade do século XX, o psicanalista francês Jacques Lacan passa a dele fazer uso para referir-se aos objetos de consumo produzidos e ofertados como se fossem "desejos" pela lógica capitalista - na qual estão agregados o saber científico e as tecnologias em geral. Dentre estes gadgets, diz Lacan, encontram-se os "sujeitos-mercadorias", aqueles que incorporam de forma um tanto psicótica uma atitude de objetos de consumo breve e que, por isso, investem suas energias em provar-se "consumíveis" ou "desejáveis" aos olhos de eventuais parceiros ou do Mercado, o grande senhor contemporâneo. Pela perspectiva lacaniana estes sujeitos-mercadoria não são de fato sujeitos, já que consomem "objetos" e ofertam-se ao consumo por "objetos", não ao estabelecimento de laços sociais.

domingo, 10 de maio de 2009

Este será o seu computador

O mundo da tecnologia está às portas de uma transformação profunda: a computação vai ser centralizada numa grande nuvem, acessível pela internet - e isso muda tudo


O empresário carioca Marcelo Marzola, de 32 anos, se considera bastante versado em computadores, mas isso não o exime de passar apertos tecnológicos. Nos últimos anos, ele já teve vários discos rígidos queimados, e cinco pen drives seus simplesmente pararam de funcionar. Um deles o deixou na mão há dois anos, diante de uma plateia de 200 universitários em São Paulo. O dispositivo que continha a apresentação que Marzola faria simplesmente apagou. Os primeiros instantes foram de pânico. Os seguintes, de alívio. "Eu tinha feito uma cópia em um disco virtual. Acessei o documento pela internet. Foi minha sorte", diz Marzola. O executivo não sabe exatamente onde estava sua apresentação, mas isso pouco importa. A única certeza é que o arquivo estava armazenado em algum servidor do Google pelo mundo - ou, como se diz hoje em dia no mundo da tecnologia, na nuvem.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

A indústria da computação é conhecida por criar jargões de curta vida útil, mas também por sofrer transformações profundas. Tudo indica que a computação nas nuvens, que salvou Marzola de um vexame, representa muito mais do que simplesmente a expressão da vez. A ideia de que a computação vai acontecer cada vez mais remotamente, em grandes parques de servidores interligados pela internet, promete mudar para sempre a maneira de lidar com os computadores.

Os PCs que conhecemos hoje são apenas a mais recente encarnação de uma máquina que nunca parou de mudar. No início dos tempos, o computador ocupava uma sala inteira, custava uma pequena fortuna e era privilégio exclusivo de grandes companhias. Depois vieram os minicomputadores, rapidamente suplantados pelos computadores pessoais - hoje ameaçados pelos smartphones e pelos netbooks, dispositivos de recursos técnicos modestos, mas perfeitamente adequados para a conexão com a internet. Com o movimento em direção à computação nas nuvens, ou cloud computing, no termo em inglês, o computador vai tomar uma nova forma. Ou, mais precisamente, ele vai perder sua forma, se dissolver, se esvaziar - talvez até mesmo desaparecer. O poder de computação será cada vez mais centralizado, ubíquo e invisível. Com a banda larga espalhada pelas ondas do ar e aparelhos simples, muitas vezes dotados apenas de um navegador de internet, será possível acessar qualquer tipo de programa e qualquer tipo de arquivo, de qualquer lugar. Eles estarão rodando no éter, na nuvem. Os recursos de processamento e armazenamento, hoje representados por centenas de milhões de PCs em cima de mesas, vão migrar para enormes centrais de dados, ou data centers, como o que ilustra a página anterior (ao lado). E o mundo digital, mais uma vez, passará por uma profunda mudança. "Os dados seguirão os usuários, e não o contrário", diz Rishi Chandra, gerente sênior de produtos do Google Enterprise.

Como tudo o que diz respeito ao mundo digital, isso significa um negócio potencial enorme. Empresas como Google, Microsoft, IBM, Dell e até mesmo a insuspeita varejista Amazon estão se posicionando para a disputa de um mercado que movimentou 46,4 bilhões de dólares no ano passado e até 2013 deve passar dos 150 bilhões de dólares, segundo o instituto de pesquisas Gartner Group. Todas estão de olho em clientes como a Azul. Quem chega hoje ao check-in da mais nova companhia aérea brasileira nem imagina, mas as informações dos passageiros não estão armazenadas num PC atrás do balcão nem em um servidor no próprio aeroporto. Elas estão a centenas de quilômetros dali, num data center da Symantec, empresa especializada em segurança da informação que também está se aventurando na prestação de serviços na nuvem. Por ser uma empresa nova, que não tem de carregar consigo o peso de ondas tecnológicas do passado, a Azul optou pelo modelo mais extremo de computação na nuvem. Os PCs usados pelos funcionários que prestam atendimento ao público, em lojas ou nos balcões de check-in, são o que se convencionou chamar de terminais burros. Trata-se de máquinas extremamente simples, que acessam um servidor central e têm baixo poder de processamento. Isso representa uma economia de até 35% nos custos de hardware, sem contar a economia com a manutenção: os terminais não exigem atualizações individuais de software nem correm risco de infecção por vírus, apenas para mencionar duas vantagens.

Essa reviravolta no modelo tradicional de computação é comparada pelo jornalista americano Nicholas Carr com o advento das redes públicas de eletricidade. Durante um breve período da Revolução Industrial, as grandes companhias tinham de gerar sua própria energia elétrica, mesmo que essa não fosse sua atividade-fim. Graças a um conjunto de inovações no final do século 19, porém, tudo mudou de forma radical. Linhas de transmissão permitiram separar a geração e o uso da eletricidade. "O que aconteceu com a geração de energia há um século agora acontece com o processamento de informações", escreveu Carr em A Grande Mudança - Reconectando o Mundo, de Thomas Edison ao Google. "Sistemas privados, montados e operados individualmente por empresas, estão sendo suplantados por serviços fornecidos sobre uma rede comum. A computação está virando um serviço, e as equações econômicas que determinam a maneira como vivemos e trabalhamos estão sendo reescritas."

Do lado da infraestrutura, começam a surgir sinais inequívocos da mudança das pequenas centrais de computação privadas para as grandes estações de fornecimento global. Um dos motivos é o mau aproveitamento dos recursos. Estima-se que o típico data center de uma empresa tenha apenas 6% de sua capacidade utilizada, segundo um levantamento da consultoria McKinsey. Empresas como Microsoft e Google estão investindo centenas de milhões de dólares em inovações para levar níveis de eficiência industriais a um tipo de instalação que, em pequena escala, costuma ter doses iguais de planejamento e improviso. A Microsoft deve inaugurar neste ano, nos arredores de Chicago, um data center de 45 000 metros quadrados cujo custo é estimado em 500 milhões de dólares e que vai contar com 400 000 servidores. O Google, de seu lado, foi ainda mais longe. Em vez de usar geradores em seus data centers, a empresa decidiu embutir uma pequena bateria em cada um de seus servidores, projetados e montados pela própria empresa. Além de mais barata, a solução garantiu a elevação dos índices de eficiência energética de 95% para 99%. A varejista Amazon oferece sua estrutura de mais de 100 000 servidores num modelo de aluguel. Basta um cartão de crédito para reservar um espaço no sistema que mantém no ar a maior operação de comércio eletrônico do mundo. A demanda cresceu de repente? Basta aumentar a capacidade contratada. Ficou aquém do esperado? Basta reduzir o tamanho do servidor virtual. Tudo é cobrado por hora de uso, como na conta de luz.

A computação nas nuvens vai transformar a infraestrutura da internet, mas seu impacto não para por aí. Os efeitos na economia serão cada vez mais visíveis, com empresas surgindo na velocidade de um clique. A facilidade do aluguel dos servidores virtuais permite a criação de companhias que existem apenas na internet, como é o caso da brasileira SambaTech, distribuidora de conteúdos digitais. A empresa trafega o equivalente a quase 5 000 DVDs por mês na rede e não comprou nenhum dos cerca de 40 servidores de que precisaria. Seus sistemas rodam em equipamentos alugados nos Estados Unidos e que em menos de 1 minuto preparam os vídeos que serão enviados aos celulares e ao YouTube. "O que permite hoje nosso negócio é o amadurecimento da internet para entregar serviços. Há cerca de cinco anos nossa empresa certamente não existiria", diz Gustavo Caetano, CEO da SambaTech.

As empresas de software também se preparam para o que promete ser a maior transformação da indústria desde seu nascimento, no começo dos anos 80. Software sempre foi vendido como um produto. O cliente compra uma licença de uso, paga um preço fechado e é forçado a pagar por frequentes atualizações - e muitas vezes também pelo serviço especializado para fazer o software funcionar. Com o modelo centralizado, a lógica passa a ser a do aluguel: paga-se uma taxa mensal, e os programas são acessados pela internet, sem nenhum tipo de trabalho extra. O exemplo emblemático é a americana Salesforce.com, de sistemas de relacionamento com clientes. Criada há dez anos, a start-up que se gabava por representar o "fim do software" finalmente começa a enxergar a realização de sua profecia. Desde 2007, a Salesforce dobrou o faturamento, para quase 1 bilhão de dólares, e chegou a 1,5 milhão de usuários. Empresas pequenas e médias ainda são a maioria dos clientes da Salesforce, mas as grandes também já começam a olhar para a nuvem com interesse. As principais iniciativas ainda envolvem nuvens privadas, ou seja, o uso de redes restritas aos funcionários. Mas a General Electric, uma das maiores companhias do mundo, contratou um sistema de gestão da cadeia de suprimentos baseado na web para controlar seus 500 000 fornecedores, espalhados em mais de 100 países, uma babel que gera custos de 50 bilhões de dólares por ano. O andamento das negociações, os contratos, as certificações e outros dados essenciais podem ser acessados de qualquer lugar do mundo: basta um computador conectado à internet. A GE também estuda alternativas para seu correio eletrônico. Entre as opções está até a versão corporativa do Gmail. O serviço de e-mail do Google é oferecido gratuitamente na web (quem paga a conta são os anunciantes), mas existe também uma versão paga para empresas. "Estamos analisando requisitos de segurança e estrutura. Se ele oferecer tudo o que precisamos, por que não?", diz João Lencioni, diretor de tecnologia da GE para a América Latina.

Para muitas empresas, porém, a opção inicial será pela criação de nuvens fechadas, como a que o laboratório Fleury montou para armazenar as imagens de exames realizadas em todas as unidades espalhadas no país. Esse é o cenário mais provável porque, apesar das promessas, as nuvens públicas têm muito a amadurecer. Ainda há um longo caminho a trilhar no que diz respeito às responsabilidades contratuais - e eventualmente legais - que os fornecedores de serviços estarão dispostos a assumir. "Essa é uma condição fundamental para o sucesso da computação em nuvem", diz Reinaldo Roveri, analista da consultoria IDC. Redes mais seguras, capazes de trafegar informações importantes, também são um ponto essencial. Outra dúvida crítica é a criação de padrões de interoperabilidade. A tentação dos grandes fornecedores é criar sistemas fechados que na prática impeçam seus clientes de efetuar uma troca de fornecedor, dada a complexidade da tarefa e os riscos envolvidos. No início de abril, a IBM apresentou um manifesto em favor de padrões únicos, mas a iniciativa foi rejeitada por Microsoft e Amazon, duas empresas-chave na onda da computação em nuvem. "As relações precisarão ser obrigatoriamente mais transparentes", diz Laura DiDio, analista da consultoria Information Technology Intelligence. Mas todas essas dúvidas, cedo ou tarde, serão resolvidas, mesmo que o preço sejam mudanças importantes no jogo de forças da indústria da tecnologia. As nuvens estão se formando no céu - mas a previsão do tempo é animadora.


Por Camila Fusco | 16.04.2009
Revista EXAME

sábado, 9 de maio de 2009

Os “7 pecados” em TI

Depois de realizar um estudo de um ano com 50 CIOs de grandes empresas, a Unisys reformulou ofertas do seu portfólio de application services para modernização de infra-estruturas de tecnologia da informação.
As conclusões do levantamento apontaram que as organizações normalmente enfrentam sete obstáculos principais na tentativa de modernizar seus sistemas e aplicativos de TI antigos com ferramentas de última geração. Para superar essas barreiras, a Unisys utilizou sua experiência em serviços para apoiar, gerenciar e renovar as famílias de aplicativos dos clientes.
Esses serviços, segundo a empresa, têm por objetivo ajudar os clientes a reduzir o custo total de propriedade dos aplicativos entre 10% e 40%.
As sete principais dificuldades apontadas pela pesquisa para fazer com que os projetos de modernização decolem são:
• Custo: Apesar da possível redução de custos em virtude da modernização da sua TI, as organizações encontram dificuldades para obtenção das verbas iniciais para financiar os projetos de modernização;
• Risco: As empresas enfrentam riscos consideráveis para seus negócios enquanto realizam mudanças nos aplicativos de negócios de missão crítica;
• Inércia: Para muitos executivos de TI, a modernização não gera nenhuma recompensa pessoal clara, especialmente quando tudo está funcionando bem;
• Tempo: Os projetos de modernização são complexos e exigem um tempo considerável de planejamento e homologação, o que significa um prazo maior para obter os benefícios;
• Informação: Muitos fornecedores oferecem muitos produtos e serviços – e pouca informação independente que ajude as organizações a fazer o investimento mais inteligente para seus ambientes específicos;
• Equilíbrio: Com os problemas urgentes de negócios e manutenção de TI sempre em primeiro plano, os projetos de modernização passam rapidamente para o fim da lista de prioridades;
• Qualidade de Serviço: As empresas desconfiam de mudanças realizadas com novas tecnologias que podem comprometer o serviço e o desempenho dos sistemas existentes.

Apesar dessas barreiras, as organizações também reconhecem a necessidade de tomar a iniciativa de evoluir e atualizar a infra-estrutura de TI e os aplicativos para aproveitar a velocidade, a flexibilidade e as vantagens de custo das tecnologias modernas.
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