Muitas vezes, quando lemos as biografias de pessoas bem-sucedidas, é impossível não exclamar: “Eis aí um sujeito de sorte”. Com freqüência, a sorte e o acaso parecem desempenhar um papel crucial na vida daqueles que chegaram ao sucesso. Contudo, não podemos cair no erro de atribuir à sorte todas as conquistas alheias. Se fizermos isso, estaremos dividindo o mundo em duas castas: a dos sortudos e a dos azarados. Ou você nasce numa dessas castas, ou nasce na outra, logo, não há nada a fazer.
Mas será que as coisas são mesmo assim? O que muitas vezes parece ser uma questão de sorte ou de coincidência é, na verdade, o resultado de muito trabalho. Você se esforça para dar o máximo de si e para transformar suas idéias em negócios concretos. E de tanto insistir, lutar e tentar, acaba criando um clima favorável para que novas oportunidades surjam. Elas podem surgir de uma maneira aparentemente casual. Mas o fato é que, por trás desse golpe de sorte, há todo um esforço que tornou esse momento possível. Ou seja: em muitos casos, a sorte é mesmo uma questão de talento.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dinheiro, para que dinheiro?
O animismo consiste em atribuir a objetos e a seres inanimados características humanas. Quando alguns povos antigos diziam, por exemplo, que o sol era um deus capaz de punir ou de recompensar os seres humanos, e cujas “decisões” poderiam ser influenciadas por meio de sacrifícios, estavam praticando uma espécie de animismo. Mas antes de lançarmos um sorriso condescendente à suposta ingenuidade de nossos ancestrais, é melhor darmos uma boa olhada em nosso próprio comportamento. Nós também praticamos o animismo. E com muito mais freqüência do que pensamos.
Quer ver um exemplo? Então observe frases como: “o dinheiro não traz felicidade”, ou “o dinheiro muda as pessoas”. Já nos cansamos de ouvi-las, de repeti-las, de concordar com elas... Todo mundo tem pelo menos uma história para contar que parece ilustrar –e comprovar – a pretensa verdade contida nesses ditos populares. “Depois que enriqueceu, fulano perdeu a cabeça, meteu os pés pelas mãos, afastou-se dos amigos, abandonou a família”... Ou, então: “Beltrano se deixou seduzir pelo dinheiro fácil e se meteu numa série de negociatas. O dinheiro foi sua perdição”.
Ora, o dinheiro não é, em si, nem bom nem ruim. É apenas um pedaço de papel ao qual é atribuído determinado valor de compra. Portanto, não é – nem pode ser – ele que “não traz felicidade” ou que “muda as pessoas”. É o nosso caráter, bem como as atitudes e a relação que temos com o dinheiro, que provocam esses ou aqueles resultados. Culpar o dinheiro, ou a sua falta, é fácil. Tão fácil quanto inútil. Difícil, porém extremamente produtivo, é entender e trabalhar a forma como lidamos com ele.
Quer ver um exemplo? Então observe frases como: “o dinheiro não traz felicidade”, ou “o dinheiro muda as pessoas”. Já nos cansamos de ouvi-las, de repeti-las, de concordar com elas... Todo mundo tem pelo menos uma história para contar que parece ilustrar –e comprovar – a pretensa verdade contida nesses ditos populares. “Depois que enriqueceu, fulano perdeu a cabeça, meteu os pés pelas mãos, afastou-se dos amigos, abandonou a família”... Ou, então: “Beltrano se deixou seduzir pelo dinheiro fácil e se meteu numa série de negociatas. O dinheiro foi sua perdição”.
Ora, o dinheiro não é, em si, nem bom nem ruim. É apenas um pedaço de papel ao qual é atribuído determinado valor de compra. Portanto, não é – nem pode ser – ele que “não traz felicidade” ou que “muda as pessoas”. É o nosso caráter, bem como as atitudes e a relação que temos com o dinheiro, que provocam esses ou aqueles resultados. Culpar o dinheiro, ou a sua falta, é fácil. Tão fácil quanto inútil. Difícil, porém extremamente produtivo, é entender e trabalhar a forma como lidamos com ele.
sábado, 19 de setembro de 2009
Armadilhas do Sucesso
O sucesso tem suas armadilhas. Talvez a pior delas seja a tendência a uma arrogante acomodação. A pessoa se torna tão confiante em seus métodos – afinal, eles a levaram ao sucesso – que passa a confiar neles cegamente, acreditando que, o que funcionou uma vez, vai funcionar sempre. Para complicar um pouco mais as coisas, essa pessoa começa a acreditar que sabe tudo o que precisa saber e que nada mais tem a aprender. É nesse momento que ela pára de crescer e coloca em risco o sucesso que conquistou.
Não há nada de errado em confiar em si mesmo. Porém, evitar a autocrítica e desdenhar o aprendizado não são sinais de autoconfiança – são sinais de auto-engano. A verdadeira autoconfiança jamais dispensa uma boa dose de humildade, inclusive a humildade de admitir que ainda temos muito o que aprender. A esse respeito, Sócrates, o grande filósofo grego da Antigüidade, nos ensina uma importante lição.
Certa vez, alguém perguntou ao célebre oráculo de Delfos se Sócrates era de fato o mais sábio dos mortais. A resposta foi sim. A história foi contada a Sócrates, mas, em vez de vangloriar-se, o filósofo ficou intrigado. Decidiu, então, conversar com vários homens que eram tidos como sábios, na tentativa de descobrir porque o oráculo os havia excluído. Depois de encontrar-se com essas pessoas e avaliar o que tinham a dizer, Sócrates concluiu: “Todas elas são tão arrogantes, tão seguras de seus conhecimentos que, se realmente sou mais sábio do que elas, é porque sei que não sei o que elas acham que sabem”.
Outra das armadilhas do sucesso é transformá-lo num fim em si mesmo, no objetivo máximo de nossas vidas. Se fizermos isso, o que acontece depois de chegarmos ao sucesso? Qual será nosso novo objetivo, nosso desafio, nosso horizonte? Transformar o sucesso na referência máxima de nossas vidas é um caminho perigoso. É claro que todo mundo quer vencer obstáculos e ser bem-sucedido. No entanto, tudo isso é parte de algo bem maior, que pode ser chamado de a arte de viver.
Essa arte consiste em usar os desafios – tanto profissionais quanto pessoais, emocionais, espirituais e afetivos – para aprender, crescer, amadurecer e se renovar constantemente. O sucesso não é um lugar no qual você chega, se acomoda e decide ficar por lá mesmo – como se isso fosse realmente possível. É apenas um degrau a mais na jornada de nossas vidas. E ainda bem que é assim. Afinal, que vantagem há em ficarmos parados no meio de uma escada?
Não há nada de errado em confiar em si mesmo. Porém, evitar a autocrítica e desdenhar o aprendizado não são sinais de autoconfiança – são sinais de auto-engano. A verdadeira autoconfiança jamais dispensa uma boa dose de humildade, inclusive a humildade de admitir que ainda temos muito o que aprender. A esse respeito, Sócrates, o grande filósofo grego da Antigüidade, nos ensina uma importante lição.
Certa vez, alguém perguntou ao célebre oráculo de Delfos se Sócrates era de fato o mais sábio dos mortais. A resposta foi sim. A história foi contada a Sócrates, mas, em vez de vangloriar-se, o filósofo ficou intrigado. Decidiu, então, conversar com vários homens que eram tidos como sábios, na tentativa de descobrir porque o oráculo os havia excluído. Depois de encontrar-se com essas pessoas e avaliar o que tinham a dizer, Sócrates concluiu: “Todas elas são tão arrogantes, tão seguras de seus conhecimentos que, se realmente sou mais sábio do que elas, é porque sei que não sei o que elas acham que sabem”.
Outra das armadilhas do sucesso é transformá-lo num fim em si mesmo, no objetivo máximo de nossas vidas. Se fizermos isso, o que acontece depois de chegarmos ao sucesso? Qual será nosso novo objetivo, nosso desafio, nosso horizonte? Transformar o sucesso na referência máxima de nossas vidas é um caminho perigoso. É claro que todo mundo quer vencer obstáculos e ser bem-sucedido. No entanto, tudo isso é parte de algo bem maior, que pode ser chamado de a arte de viver.
Essa arte consiste em usar os desafios – tanto profissionais quanto pessoais, emocionais, espirituais e afetivos – para aprender, crescer, amadurecer e se renovar constantemente. O sucesso não é um lugar no qual você chega, se acomoda e decide ficar por lá mesmo – como se isso fosse realmente possível. É apenas um degrau a mais na jornada de nossas vidas. E ainda bem que é assim. Afinal, que vantagem há em ficarmos parados no meio de uma escada?
Crítica Construtiva: Você Sabe Mesmo o Que é Isso?
A expressão “crítica construtiva” virou chavão. Tão desgastada ficou devido ao uso equivocado que seu sentido original quase se perdeu. Todo mundo que critica alguém ou alguma coisa costuma dizer que suas críticas são construtivas. Mas será que são mesmo? A crítica construtiva é aquela que pode contribuir para mudar o estado das coisas. Já a crítica pela crítica não serve para nada: indica ressentimento, ou até mesmo inveja, por parte de quem criticou e inspira animosidade em quem é criticado.
Uma crítica é construtiva quando:
É objetiva » ou seja, vai direto ao ponto. Quanto mais vaga e genérica for a crítica, mais inconseqüente e sem fundamentos ela vai parecer.
É feita com conhecimento de causa » a pessoa que critica deve transmitir credibilidade e, para isso, deve saber bem o que está falando – de preferência, mostrando que já teve de lidar com situações semelhantes àquelas que está criticando. Do contrário, o criticado vai apenas dar de ombros e pensar: “Essa pessoa não sabe o que é estar no meu lugar”.
Demonstra equilíbrio » a linguagem física e verbal da pessoa que critica é importantíssima. A crítica deve ser feita com segurança e serenidade. Lembre-se: mesmo que sua crítica tenha fundamento, ela perde a razão se for feita por meio de gritos, impropérios e ofensas pessoais.
Apresenta soluções » como diz o ditado, criticar é fácil, fazer é que é difícil. A boa crítica deve apresentar, ou pelo menos sugerir soluções viáveis ao que está sendo criticado
Não destrói a auto-estima de quem está sendo criticado » se o objetivo é construir, e não apenas demolir, então a crítica não pode assumir tons desdenhosos, zombeteiros ou condescendentes. Ao contrário: deve conter algum tipo de incentivo ao criticado. Uma forma de fazer isso é lembrá-lo de que, apesar de estar sendo criticado naquele momento, ele possui qualidades positivas que podem ajudá-lo a corrigir o problema.
É confidencial » com exceção da política e dos meios de comunicação, que requerem o debate público e a crítica aberta, as críticas de cunho pessoal ou profissional devem ser feitas por meio de uma conversa particular com o criticado. Criticar uma pessoa para outras ou na frente de outras serve para humilhá-la, e não para ajudá-la.
É orientada para o criticado, e não para o crítico » cuidado com a tentação de fazer da crítica uma forma de "brilhar", de exibir conhecimentos e de demonstrar uma pretensa superioridade intelectual. Nenhuna crítica pode ser construtiva se o crítico transformá-la em um palco para massagear seu ego às custas do objeto de suas críticas.
A crítica é assunto sério. Ela pode ajudar a construir, mas também pode ajudar a destruir. Ter boas intenções não basta. Ninguém gosta de ser criticado, e dizer frases como: “Estou falando isso para o seu bem” dificilmente surtirá algum efeito positivo se o autor da crítica não tiver sensibilidade suficiente para estabelecer um diálogo aberto e sincero com a pessoa que ele está criticando. Entender o que é uma crítica construtiva com certeza ajuda. Assim, aqui vão mais alguns elementos de reflexão para complementar a mensagem anterior.
Antes de criticar, dê o exemplo. Nada desmoraliza mais uma crítica e o seu autor do que atitudes do tipo: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Não confunda alhos com bugalhos. Se houver alguma desavença pessoal entre você e a pessoa que você está criticando, é melhor resolvê-la antes de criticar. Do contrário, o criticado poderá desconsiderar sua crítica por pensar que você está apenas buscando uma desforra.
Observe o momento certo para fazer sua crítica. Às vezes é necessário esperar um pouco e esfriar a cabeça antes de criticar. Críticas despejadas no calor de uma discussão dificilmente funcionam – servem apenas para acirrar os ânimos e jogar mais lenha na fogueira. Por outro lado, esperar demais também não é uma boa tática. Com o tempo, as pessoas tendem a minimizar os erros que cometeram ou até mesmo esquecê-los, o que obviamente aumentará sua rejeição à crítica.
Não faça da crítica um hábito. A crítica construtiva deve ser vista como uma intervenção ocasional, necessária para que determinadas situações sejam corrigidas. Se você tiver de criticar constantemente a mesma pessoa pelos mesmos motivos, é evidente que a crítica não está funcionando e que outras soluções devem ser buscadas.
Uma crítica é construtiva quando:
É objetiva » ou seja, vai direto ao ponto. Quanto mais vaga e genérica for a crítica, mais inconseqüente e sem fundamentos ela vai parecer.
É feita com conhecimento de causa » a pessoa que critica deve transmitir credibilidade e, para isso, deve saber bem o que está falando – de preferência, mostrando que já teve de lidar com situações semelhantes àquelas que está criticando. Do contrário, o criticado vai apenas dar de ombros e pensar: “Essa pessoa não sabe o que é estar no meu lugar”.
Demonstra equilíbrio » a linguagem física e verbal da pessoa que critica é importantíssima. A crítica deve ser feita com segurança e serenidade. Lembre-se: mesmo que sua crítica tenha fundamento, ela perde a razão se for feita por meio de gritos, impropérios e ofensas pessoais.
Apresenta soluções » como diz o ditado, criticar é fácil, fazer é que é difícil. A boa crítica deve apresentar, ou pelo menos sugerir soluções viáveis ao que está sendo criticado
Não destrói a auto-estima de quem está sendo criticado » se o objetivo é construir, e não apenas demolir, então a crítica não pode assumir tons desdenhosos, zombeteiros ou condescendentes. Ao contrário: deve conter algum tipo de incentivo ao criticado. Uma forma de fazer isso é lembrá-lo de que, apesar de estar sendo criticado naquele momento, ele possui qualidades positivas que podem ajudá-lo a corrigir o problema.
É confidencial » com exceção da política e dos meios de comunicação, que requerem o debate público e a crítica aberta, as críticas de cunho pessoal ou profissional devem ser feitas por meio de uma conversa particular com o criticado. Criticar uma pessoa para outras ou na frente de outras serve para humilhá-la, e não para ajudá-la.
É orientada para o criticado, e não para o crítico » cuidado com a tentação de fazer da crítica uma forma de "brilhar", de exibir conhecimentos e de demonstrar uma pretensa superioridade intelectual. Nenhuna crítica pode ser construtiva se o crítico transformá-la em um palco para massagear seu ego às custas do objeto de suas críticas.
A crítica é assunto sério. Ela pode ajudar a construir, mas também pode ajudar a destruir. Ter boas intenções não basta. Ninguém gosta de ser criticado, e dizer frases como: “Estou falando isso para o seu bem” dificilmente surtirá algum efeito positivo se o autor da crítica não tiver sensibilidade suficiente para estabelecer um diálogo aberto e sincero com a pessoa que ele está criticando. Entender o que é uma crítica construtiva com certeza ajuda. Assim, aqui vão mais alguns elementos de reflexão para complementar a mensagem anterior.
Antes de criticar, dê o exemplo. Nada desmoraliza mais uma crítica e o seu autor do que atitudes do tipo: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Não confunda alhos com bugalhos. Se houver alguma desavença pessoal entre você e a pessoa que você está criticando, é melhor resolvê-la antes de criticar. Do contrário, o criticado poderá desconsiderar sua crítica por pensar que você está apenas buscando uma desforra.
Observe o momento certo para fazer sua crítica. Às vezes é necessário esperar um pouco e esfriar a cabeça antes de criticar. Críticas despejadas no calor de uma discussão dificilmente funcionam – servem apenas para acirrar os ânimos e jogar mais lenha na fogueira. Por outro lado, esperar demais também não é uma boa tática. Com o tempo, as pessoas tendem a minimizar os erros que cometeram ou até mesmo esquecê-los, o que obviamente aumentará sua rejeição à crítica.
Não faça da crítica um hábito. A crítica construtiva deve ser vista como uma intervenção ocasional, necessária para que determinadas situações sejam corrigidas. Se você tiver de criticar constantemente a mesma pessoa pelos mesmos motivos, é evidente que a crítica não está funcionando e que outras soluções devem ser buscadas.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A busca da felicidade
Por incrível que pareça, muita gente tem medo da felicidade. Para estas pessoas, estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos - e perder sua própria identidade.
Muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos os milagres - porque aceitá-los nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos "acostumar" com a felicidade.
Pensamos: "é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito".
Por medo de diminuir, deixamos de crescer, Por medo de chorar, deixamos de rir.
O que é divertido no homem
Um discípulo perguntou a Hejasi:
- Quero saber o que é que mais divertido nos seres humanos.
Hejasi comentou:
- Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde.
"Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
"Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido."
Muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos os milagres - porque aceitá-los nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos "acostumar" com a felicidade.
Pensamos: "é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito".
Por medo de diminuir, deixamos de crescer, Por medo de chorar, deixamos de rir.
O que é divertido no homem
Um discípulo perguntou a Hejasi:
- Quero saber o que é que mais divertido nos seres humanos.
Hejasi comentou:
- Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde.
"Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
"Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido."
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Girassol
Girassol
Tal flor que aponta para tua beleza
Iluminada por uma maravilhosa mulher
O girassol que busca tua luz com tamanha grandeza
Mostra com realeza este eterno bem-me-quer
E teu olhar de louca ventura e leveza
Aponta para o girassol a procura dos meus
E tal flor que aponta para tua beleza
Está a procura dos teus
Eric do Rêgo Barros
Tal flor que aponta para tua beleza
Iluminada por uma maravilhosa mulher
O girassol que busca tua luz com tamanha grandeza
Mostra com realeza este eterno bem-me-quer
E teu olhar de louca ventura e leveza
Aponta para o girassol a procura dos meus
E tal flor que aponta para tua beleza
Está a procura dos teus
Eric do Rêgo Barros
sábado, 12 de setembro de 2009
Quem Desdenha Quer Sabotar
Certa vez li a respeito de um estudo conduzido por um pesquisador de uma universidade americana. O pesquisador convocava casais de voluntários, sobre os quais ele não tinha nenhuma informação prévia, e lhes pedia que conversassem durante alguns minutos sobre um assunto do qual eles divergissem. Após uma rápida observação, o pesquisador era capaz de prever com espantosa precisão se o casal permaneceria unido ou se iria se separar nos próximos cinco anos. Ao explicar seu método, o pesquisador disse que analisava uma série de aspectos na forma como o marido e a mulher falavam um com o outro. O aspecto principal, contudo, era o desdém. Segundo o pesquisador, se um dos cônjuges demonstrasse a tendência de dirigir-se ao outro em tom desdenhoso, então a separação era praticamente certa.
Com base em minha experiência no mundo dos negócios, eu diria que o desdém não é fatal apenas para os relacionamentos amorosos. Ele também é fatal para as relações profissionais. O desdém pode se manifestar de diversas formas: como ironia, como um falso elogio, como um quê de desprezo embutido em um comentário aparentemente inocente... Seja como for, o fato é que o desdém é um golpe baixo desferido com o objetivo de minar a auto-estima e a autoconfiança do outro. O subtexto da mensagem desdenhosa é sempre o mesmo: eu sei que você não é capaz, eu sei que você não vai conseguir e eu não acredito em você. Não é sem razão que nenhum relacionamento sobrevive quando nele é injetado o pernicioso veneno do desdém. E se por acaso sobreviver, dificilmente será uma relação saudável.
Com base em minha experiência no mundo dos negócios, eu diria que o desdém não é fatal apenas para os relacionamentos amorosos. Ele também é fatal para as relações profissionais. O desdém pode se manifestar de diversas formas: como ironia, como um falso elogio, como um quê de desprezo embutido em um comentário aparentemente inocente... Seja como for, o fato é que o desdém é um golpe baixo desferido com o objetivo de minar a auto-estima e a autoconfiança do outro. O subtexto da mensagem desdenhosa é sempre o mesmo: eu sei que você não é capaz, eu sei que você não vai conseguir e eu não acredito em você. Não é sem razão que nenhum relacionamento sobrevive quando nele é injetado o pernicioso veneno do desdém. E se por acaso sobreviver, dificilmente será uma relação saudável.
Opção Ou Obrigação?
Você já percebeu como a lista de coisas que você tem que fazer parece crescer cada vez mais? E que muitas delas nunca são feitas? De acordo com Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Les Hewitt, os autores do livro O Poder do Foco (editora Best Seller), o problema é o modo de pensar que costuma estar por trás da expressão “tenho que”. Na vida, dizem eles, você não tem que fazer coisa nenhuma. Tudo é uma questão de opção. “Espere um pouco”, você pode pensar. “Então quer dizer que eu não tenho que fazer nada? Nem trabalhar?” Ocorre que cada opção traz junto suas conseqüências. Você não “tem que” trabalhar. Você opta por trabalhar por causa dos resultados que isso lhe trará.
Ao propor a substituição do “tenho que” pelo “resolvo que”, os autores propõem, também, uma mudança de mentalidade. Essa mudança implica deixar de lado a claustrofóbica e contraproducente sensação de que as coisas lhe são impostas contra a sua vontade e assumir que você as faz por opção. É claro que isso não é fácil. Às vezes nos sentimos tão pressionados por determinadas situações que chegamos a acreditar que não temos escolha. No entanto, sempre há escolha. É tudo uma questão de estarmos dispostos a lidar com as conseqüências dessas escolhas.
Ao propor a substituição do “tenho que” pelo “resolvo que”, os autores propõem, também, uma mudança de mentalidade. Essa mudança implica deixar de lado a claustrofóbica e contraproducente sensação de que as coisas lhe são impostas contra a sua vontade e assumir que você as faz por opção. É claro que isso não é fácil. Às vezes nos sentimos tão pressionados por determinadas situações que chegamos a acreditar que não temos escolha. No entanto, sempre há escolha. É tudo uma questão de estarmos dispostos a lidar com as conseqüências dessas escolhas.
O Termômetro do Sucesso
Em nossa busca pelo sucesso, pelo reconhecimento e pela realização profissional, corremos o risco de nos apegarmos de tal forma a essas coisas que elas passam a ser medida pela qual julgamos a nós mesmos e aos outros. Dependemos do sucesso assim como dependemos do ar que respiramos. E se às vezes as coisas não dão certo, ou não correm conforme o esperado, somos assolados pela sensação de que nosso mundo está ruindo e que nossa auto-estima está em frangalhos.
Para escapar dessa armadilha é preciso mudar o foco. O sucesso não é medido apenas pelo reconhecimento externo e pelos aplausos que recebemos. Cada vez que você cair e se reerguer, que errar e aprender, que não conseguir, mas tentar de novo, congratule-se! Perceba a enorme realização que isso representa e não faça do “tapinha nas costas” e dos elogios os únicos termômetros do seu sucesso pessoal.
Para escapar dessa armadilha é preciso mudar o foco. O sucesso não é medido apenas pelo reconhecimento externo e pelos aplausos que recebemos. Cada vez que você cair e se reerguer, que errar e aprender, que não conseguir, mas tentar de novo, congratule-se! Perceba a enorme realização que isso representa e não faça do “tapinha nas costas” e dos elogios os únicos termômetros do seu sucesso pessoal.
Visionários – Invista Neles
Por incrível que pareça, ainda tem gente que acha que o visionário é uma criatura um tanto exótica, que pode causar problemas à empresa por sua maneira pouco ortodoxa de pensar e que, por isso, é melhor manter à distância funcionários com esse perfil. Pois bem, essas pessoas perderam o trem da história – e nem se deram conta disso. O visionário é aquele que possuí a rara habilidade de aliar a visão à competência. Ele não enxerga apenas o presente: enxerga também o futuro. É capaz de prever tendências e de antecipar mudanças, em vez de ser simplesmente atropelado por elas.
Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO – Chief Visionary Officer.
O primeiro CVO – e criador do título -, foi Adam Jacknow, da Husky Express. Jacknow criou o título como uma posição superior a do CEO e com o objetivo de ressaltar a importância do visionário na formulação de políticas e estratégias capazes de indicar caminhos e manter a empresa sempre no topo. Entre os profissionais que ostentam esse título estão Steve Jobs, da Apple Computer, Tom Groth, da Sun Microsystems, e Judy Estrin, da Cisco.
Quer colocar sua empresa no século 21? Então trate de incentivar os funcionários que demonstram iniciativa e ousadia, que buscam soluções originais e inovadoras e que parecem estar sempre um passo à frente dos demais. Eles são o capital mais precioso de sua empresa. E serão, também, os novos CVOs do futuro.
Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO – Chief Visionary Officer.
O primeiro CVO – e criador do título -, foi Adam Jacknow, da Husky Express. Jacknow criou o título como uma posição superior a do CEO e com o objetivo de ressaltar a importância do visionário na formulação de políticas e estratégias capazes de indicar caminhos e manter a empresa sempre no topo. Entre os profissionais que ostentam esse título estão Steve Jobs, da Apple Computer, Tom Groth, da Sun Microsystems, e Judy Estrin, da Cisco.
Quer colocar sua empresa no século 21? Então trate de incentivar os funcionários que demonstram iniciativa e ousadia, que buscam soluções originais e inovadoras e que parecem estar sempre um passo à frente dos demais. Eles são o capital mais precioso de sua empresa. E serão, também, os novos CVOs do futuro.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Prazer e Responsabilidade
Fazer o que se gosta sempre faz parte da receita para fazer alguma coisa bem feita. O problema é que nem sempre fazemos o que gostamos. Às vezes nos submetemos a um trabalho que não nos satisfaz por causa da pressão financeira. Outras vezes, permanecemos numa parceria que não está dando certo à espera do momento e das condições adequadas para dissolvê-la. Seja qual for o motivo, há ocasiões em que a motivação acaba e, com ela, a satisfação, o prazer e o gosto por determinado trabalho.
É preciso ter muito cuidado com esses momentos. Continuar dando o melhor de si enquanto se busca uma saída é fundamental. O que está em jogo é a sua reputação. Mesmo que a satisfação tenha acabado, a responsabilidade continua. E é sua responsabilidade terminar de forma honrada, honesta e competente o que você próprio começou.
É preciso ter muito cuidado com esses momentos. Continuar dando o melhor de si enquanto se busca uma saída é fundamental. O que está em jogo é a sua reputação. Mesmo que a satisfação tenha acabado, a responsabilidade continua. E é sua responsabilidade terminar de forma honrada, honesta e competente o que você próprio começou.
O Plano Perfeito
Como diz a canção, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Cuidado com os planos que demoram demais para sair do papel. Se a atenção aos detalhes é importante, o preciosismo é um sério entrave à execução de uma idéia. Por melhor que seja o seu plano de negócios, é impossível cobrir, com a teoria, todos os desdobramentos que podem ocorrer na hora em que o plano é posto em prática. Há coisas que só sabemos quando fazemos, e isso requer uma perspicácia e um jogo de cintura que plano nenhum pode nos dar. Existem planos bem-feitos. Mas planos perfeitos, esses ainda não foram inventados, se é que um dia serão. Por isso, confie no seu taco e não perca o timing.
domingo, 30 de agosto de 2009
A Grande Missão
Muita gente se angustia com pensamentos como: qual é minha missão na vida? Será que estou desperdiçando meu potencial? Qual é minha verdadeira vocação? O que devo fazer para encontrá-la e segui-la? A todas essas pessoas, que compartilham o que é, talvez, a mais humana das preocupações, o que posso dizer é: não fiquem sentadas à espera de que uma grande revelação de repente surja do nada. A grande revelação que buscamos já está aqui, bem na nossa frente. É tudo uma questão de abrir os olhos, o coração e a mente para enxergá-la.
Cada vez que você faz um trabalho bem feito, que se empenha para resolver um conflito, que aprende algo novo, que deixa o egoísmo de lado e se preocupa com os interesses dos que estão à sua volta, você já está cumprindo a mais importante das missões: a de um ser humano buscando valorizar a máximo a dádiva da vida. Seja qual for sua situação nesse momento, o caminho para realizar essa missão já lhe foi dado. O caminho é a fé e a honestidade com que você se posiciona diante dos desafios, dos dilemas e das decisões do dia-a-dia.
Cada vez que você faz um trabalho bem feito, que se empenha para resolver um conflito, que aprende algo novo, que deixa o egoísmo de lado e se preocupa com os interesses dos que estão à sua volta, você já está cumprindo a mais importante das missões: a de um ser humano buscando valorizar a máximo a dádiva da vida. Seja qual for sua situação nesse momento, o caminho para realizar essa missão já lhe foi dado. O caminho é a fé e a honestidade com que você se posiciona diante dos desafios, dos dilemas e das decisões do dia-a-dia.
Revertendo a Lei de Murphy
Todo mundo já deve ter ouvido falar na lei de Murphy. Para os que não se lembram, aqui vai: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”. A frase, atribuída ao engenheiro norte-americano Edward A. Murphy, deu origem ao livro “A Lei de Murphy e outros motivos porque tudo dá errado”, de Artur Block (Editora Record), e a várias outras obras.
Na contramão desses livros que, embora divertidos, fazem uma apologia ao pessimismo, estão “A Nova Lei de Murphy”, de Emmet Murphy Jr. (editora Sextante) e “Desmistificando a Lei de Murphy”, de Suzanne Segerstrom (editora BestSeller). Os autores revêem a célebre “lei” sob um ponto de vista bem mais encorajador. E afirmam: se alguma coisa pode dar errada, então faça com que dê certo. Eis aí duas leituras estimulantes.
Na contramão desses livros que, embora divertidos, fazem uma apologia ao pessimismo, estão “A Nova Lei de Murphy”, de Emmet Murphy Jr. (editora Sextante) e “Desmistificando a Lei de Murphy”, de Suzanne Segerstrom (editora BestSeller). Os autores revêem a célebre “lei” sob um ponto de vista bem mais encorajador. E afirmam: se alguma coisa pode dar errada, então faça com que dê certo. Eis aí duas leituras estimulantes.
Mudando de dentro para fora
Gandhi dizia: seja você mesmo a mudança que você quer ver no mundo. Suas sábias palavras nos lembram que as verdadeiras mudanças devem começar de dentro para fora. Pense nisso na hora de planejar as mudanças que você deseja implantar em sua vida profissional. Se os seus planos incluem trocar de emprego, ganhar mais, obter uma promoção, iniciar seu próprio negócio ou expandir o que você já tem, comece refletindo a respeito do que você deveria mudar em suas atitudes, comportamento e maneira de pensar para que esses planos possam produzir resultados eficazes. Afinal, não adianta apenas desenvolver estratégias brilhantes. É preciso, também, estar preparado para executá-las.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Errar é Humano, Perdoar é Divino
Quando se fala em perdão, normalmente pensamos em assuntos relativos à nossa vida pessoal. O que nos vem à mente é que precisamos aprender a perdoar o marido que nos magoou, a esposa que fez sei lá o que, os pais, os filhos, a sogra, aquele amigo ingrato... Já no ambiente profissional, a coisa muda de figura. É como se fossem mundos completamente a parte. Dificilmente pensamos em perdoar o sócio que tentou tirar vantagem de nós, o patrão que abusa de nossa boa vontade, o colega que nos puxa o tapete e tantas outras figuras que, vez por outra, surgem para colocar nossa paciência à prova.
É como se perdoar parentes e amigos fosse um gesto de magnanimidade, enquanto que perdoar pessoas ligadas ao trabalho fosse apenas estupidez. Se perdôo meu pai ou minha esposa, é porque sou equilibrado e sensato. Se perdôo meu chefe ou meu sócio, é porque sou burro. Afinal, quando o assunto é trabalho, perdoar é sinal de fraqueza, certo? Errado. Ao perdoar alguém, você está evitando que suas energias, que deveriam ser empregadas em coisas mais úteis, sejam drenadas pelo ressentimento, pelo desejo de vingança e outras mesquinharias. E isso vale tanto para o ambiente familiar quanto o profissional.
Além disso, perdoar não é o mesmo que voltar a confiar cegamente na pessoa que o prejudicou. Ao conceder o perdão, você fica livre para seguir seu próprio caminho – sem o rancor obsessivo que nos congela e paralisa. Quanto à confiança, quem a perdeu é que deve tratar de recuperá-la.
É como se perdoar parentes e amigos fosse um gesto de magnanimidade, enquanto que perdoar pessoas ligadas ao trabalho fosse apenas estupidez. Se perdôo meu pai ou minha esposa, é porque sou equilibrado e sensato. Se perdôo meu chefe ou meu sócio, é porque sou burro. Afinal, quando o assunto é trabalho, perdoar é sinal de fraqueza, certo? Errado. Ao perdoar alguém, você está evitando que suas energias, que deveriam ser empregadas em coisas mais úteis, sejam drenadas pelo ressentimento, pelo desejo de vingança e outras mesquinharias. E isso vale tanto para o ambiente familiar quanto o profissional.
Além disso, perdoar não é o mesmo que voltar a confiar cegamente na pessoa que o prejudicou. Ao conceder o perdão, você fica livre para seguir seu próprio caminho – sem o rancor obsessivo que nos congela e paralisa. Quanto à confiança, quem a perdeu é que deve tratar de recuperá-la.
O Segredo Que Não é Segredo
Todo mundo quer saber qual é o segredo do sucesso. Isso pode ser ensinado? Existe alguma fórmula? O que fazer para chegar lá? O segredo já não é mais nenhum segredo. Ele nos foi ensinado pelos gregos, há alguns milhares de anos, e já cansamos de ouvi-lo. Trata-se da célebre frase inscrita no portal do antigo templo de Delfos: “Conhece a ti mesmo”. Posso imaginar a cara de decepção que muitos vão fazer. “Só isso?” Calma. Pense outra vez. Será que é tão pouco assim?
Conhecer a si mesmo significa, entre outras coisas, descobrir seus pontos fortes e seus pontos fracos. Saber o que o move e o que desperta sua paixão. Entender como você funciona e tirar disso o melhor proveito possível. Quando lemos as biografias de pessoas bem-sucedidas, encontramos uma longa lista de características que elas compartilham. Contudo, o que realmente faz a diferença é o toque pessoal e único que elas adicionam a essas características. E esse toque pessoal vem do conhecimento que elas têm delas mesmas.
Daí porque temos a sensação de que sempre falta alguma coisa nas listas de fatores para se chegar ao sucesso. Falta mesmo. Há que se somar a elas aquilo que faz de cada um de nós indivíduos únicos. E isso ninguém pode nos dizer – cabe a nós descobrir. Quem descobre não procura um caminho a seguir. Em vez disso, constrói o seu próprio caminho.
Conhecer a si mesmo significa, entre outras coisas, descobrir seus pontos fortes e seus pontos fracos. Saber o que o move e o que desperta sua paixão. Entender como você funciona e tirar disso o melhor proveito possível. Quando lemos as biografias de pessoas bem-sucedidas, encontramos uma longa lista de características que elas compartilham. Contudo, o que realmente faz a diferença é o toque pessoal e único que elas adicionam a essas características. E esse toque pessoal vem do conhecimento que elas têm delas mesmas.
Daí porque temos a sensação de que sempre falta alguma coisa nas listas de fatores para se chegar ao sucesso. Falta mesmo. Há que se somar a elas aquilo que faz de cada um de nós indivíduos únicos. E isso ninguém pode nos dizer – cabe a nós descobrir. Quem descobre não procura um caminho a seguir. Em vez disso, constrói o seu próprio caminho.
Dicas para usar o Twitter como ferramenta favorável à sua empresa
A rede social Twitter foi criada há mais de três anos, mas somente em 2009 ela se transformou em um serviço relevante entre os usuários da Web. O fenômeno logo chamou a atenção de muitas empresas, que passaram a tentar explorar o serviço para benefício de seus negócios. Mas qual é a influência que a rede social tem nos negócios das corporações?
Para responder à pergunta, o instituto Forrester Research elaborou um estudo que avalia a importância e os benefícios da rede social. E para realizar essa análise, a organização estudou alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.
O primeiro dado que surpreende é a faixa etária dos usuários. Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter são pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior são usuários entre 25 e 34 anos: 20% do total. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.
O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem o faz voluntariamente e está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.
Mas apesar da informalidade que marca a rede, é necessário planejamento para utilizá-la. Antes de iniciar a empreitada, o Forrester recomenda a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia. Veja como lidar com cada um deles.
Pessoas » Para analisar se os clientes estão usando Twitter e como a ferramenta os influencia, é essencial realizar uma pesquisa de mercado. O próprio mecanismo de busca do site auxilia na tarefa. Procure o nome da sua marca e outros termos associados para identificar os usuários.
Objetivos » Para cada ação, a empresa deve ter objetivos claros. Com o Twitter não é diferente, mas eles devem ser compatíveis com o escopo da rede social. Os objetivos mais comuns são reforço da marca, ações de relações públicas, vendas e alternativas para canal de serviço ao consumidor.
Estratégia » O que funciona para uma empresa pode não funcionar para a outra. Por isso, a companhia que vai usar o Twitter deve alinhar sua abordagem com seus objetivos, planejando como a relação com os consumidores mudará e o impacto que terá nos processos da organização.
Tecnologia » Uma ação com o Twitter também depende de tecnologias adequadas para implementar as ideias e estratégias. Há uma série de ferramentas gratuitas disponíveis para ajudar no monitoramento da conta e outras tecnologias mais sofisticadas que estão aparecendo no mercado e podem agregar algum diferencial. A Salesforce.com, por exemplo, integrou o Twitter à sua aplicação de CRM. A Omniture, companhia de análise Web, também colocou o Twitter em suas soluções.
Quais são os principais ganhos » Além de indicar diretrizes para que as empresas atuem no Twitter, o estudo da Forrester apresenta os principais benefícios obtidos pelas organizações, com ações diretas e indiretas.
Confira os principais ganhos das empresas:
• Inteligência do marketing » É comum ver casos de empresas que usam o Twitter para questionar consumidores sobre mudanças nos produtos e para identificar insatisfações. A Johnson & Johnson, por exemplo, descobriu uma enchente de tweets reclamando do comercial de um de seus produtos. Com isso, a empresa pôde agir de forma proativa: se desculpou com o público e retirou a propaganda. Todas as empresas deveriam fazer uma busca por suas marcas para verificar se elas estão associadas a algum fenômeno, seja positivo ou negativo.
• Proximidade com o consumidor » Algumas empresas interceptam mensagens de consumidores na rede social para responder a questões postadas por clientes. O atendimento individual pode superar as expectativas do usuário e fidelizá-lo.
• Estímulo aos entusiastas da marca » Se os clientes optaram por serem seguidores de uma empresa no Twitter, eles tendem a ajudar a promover a marca. A rede pode auxiliar as empresas a estimulá-los, principalmente houver promoções, tweets bem humorados ou informações de valor.
Reforço nas vendas » No final do ano passado, a Dell registrou que sua conta no Twitter gerou um milhão de dólares em receita e começou a anunciar que promoveria negócios exclusivos para seus seguidores. Outro exemplo é a brasileira Tecnicsa, um caso de sucesso na geração de receita por meio do blog e do Twitter.
Para responder à pergunta, o instituto Forrester Research elaborou um estudo que avalia a importância e os benefícios da rede social. E para realizar essa análise, a organização estudou alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.
O primeiro dado que surpreende é a faixa etária dos usuários. Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter são pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior são usuários entre 25 e 34 anos: 20% do total. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.
O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem o faz voluntariamente e está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.
Mas apesar da informalidade que marca a rede, é necessário planejamento para utilizá-la. Antes de iniciar a empreitada, o Forrester recomenda a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia. Veja como lidar com cada um deles.
Pessoas » Para analisar se os clientes estão usando Twitter e como a ferramenta os influencia, é essencial realizar uma pesquisa de mercado. O próprio mecanismo de busca do site auxilia na tarefa. Procure o nome da sua marca e outros termos associados para identificar os usuários.
Objetivos » Para cada ação, a empresa deve ter objetivos claros. Com o Twitter não é diferente, mas eles devem ser compatíveis com o escopo da rede social. Os objetivos mais comuns são reforço da marca, ações de relações públicas, vendas e alternativas para canal de serviço ao consumidor.
Estratégia » O que funciona para uma empresa pode não funcionar para a outra. Por isso, a companhia que vai usar o Twitter deve alinhar sua abordagem com seus objetivos, planejando como a relação com os consumidores mudará e o impacto que terá nos processos da organização.
Tecnologia » Uma ação com o Twitter também depende de tecnologias adequadas para implementar as ideias e estratégias. Há uma série de ferramentas gratuitas disponíveis para ajudar no monitoramento da conta e outras tecnologias mais sofisticadas que estão aparecendo no mercado e podem agregar algum diferencial. A Salesforce.com, por exemplo, integrou o Twitter à sua aplicação de CRM. A Omniture, companhia de análise Web, também colocou o Twitter em suas soluções.
Quais são os principais ganhos » Além de indicar diretrizes para que as empresas atuem no Twitter, o estudo da Forrester apresenta os principais benefícios obtidos pelas organizações, com ações diretas e indiretas.
Confira os principais ganhos das empresas:
• Inteligência do marketing » É comum ver casos de empresas que usam o Twitter para questionar consumidores sobre mudanças nos produtos e para identificar insatisfações. A Johnson & Johnson, por exemplo, descobriu uma enchente de tweets reclamando do comercial de um de seus produtos. Com isso, a empresa pôde agir de forma proativa: se desculpou com o público e retirou a propaganda. Todas as empresas deveriam fazer uma busca por suas marcas para verificar se elas estão associadas a algum fenômeno, seja positivo ou negativo.
• Proximidade com o consumidor » Algumas empresas interceptam mensagens de consumidores na rede social para responder a questões postadas por clientes. O atendimento individual pode superar as expectativas do usuário e fidelizá-lo.
• Estímulo aos entusiastas da marca » Se os clientes optaram por serem seguidores de uma empresa no Twitter, eles tendem a ajudar a promover a marca. A rede pode auxiliar as empresas a estimulá-los, principalmente houver promoções, tweets bem humorados ou informações de valor.
Reforço nas vendas » No final do ano passado, a Dell registrou que sua conta no Twitter gerou um milhão de dólares em receita e começou a anunciar que promoveria negócios exclusivos para seus seguidores. Outro exemplo é a brasileira Tecnicsa, um caso de sucesso na geração de receita por meio do blog e do Twitter.
domingo, 23 de agosto de 2009
Sintomas mostram a hora de ir ao médico
Todo mundo sabe que uma dor no peito ou uma dor abdominal aguda são motivos para ir correndo ao pronto-socorro. Mas outros sintomas menos óbvios deixam dúvida sobre a necessidade de procurar ajuda.
Baseada em uma lista elaborada pela Clínica Mayo, nos EUA, com dez sinais que precisam de cuidados médicos, a Folha ouviu especialistas para saber o que cada um pode indicar e que atitude é preciso tomar.
David Lewi, clínico-geral e infectologista do hospital Albert Einstein e professor da Unifesp, afirma que alguns dos sintomas listados são mais importantes do que outros. "Mas cada um tem razão de ser."
Alfredo Salim, clínico-geral e médico de família do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta outros sinais que demandam atenção, como tontura, sensação de queda de pressão, inchaço súbito e sede intensa.
Para Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da USP, outro sintoma importante é um inchaço progressivo na perna ou no rosto, que indica problemas de fígado, rim ou coração.
1 » Dor de cabeça forte repentina
É caso de urgência: a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um hospital. "Em quem não tem enxaqueca, o grande medo é um sangramento na cabeça, o derrame ou AVC hemorrágico", afirma Arnaldo Lichtenstein. Alfredo Salim define o sintoma como "uma explosão de dor de cabeça" e lembra que é uma das causas de morte súbita. Diferentemente do que reza o senso comum, o problema atinge pessoas de todas as idades. "Jovens podem ter um aneurisma [rompimento de vasos] que leva ao AVC hemorrágico, e os pacientes hipertensos podem sofrer ruptura de vasos cerebrais", explica. Outras possibilidades são meningite -com dor de cabeça e rigidez do pescoço- e encefalite.
2 » Perda de peso sem explicação
Uma perda involuntária de peso nos últimos três a seis meses pode ter inúmeras causas e deve ser investigada. Como parâmetro, os médicos consideram 10% do peso total, mas, no caso dos obesos, o simples fato de parar de engordar sem motivo pode ser indicativo de hipertireoidismo, depressão, doenças do fígado e câncer. Para David Lewi, do Einstein, doença oncológica é a principal suspeita quando a perda de peso ocorre sem outros sintomas. Acompanhada de febre, pode ser tuberculose. Outras doenças, como lúpus eritrematoso sistêmico, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes costumam causar, também, febre, dor articular e manchas pelo corpo. O hipertiroidismo, por sua vez, pode provocar sudorese e mão trêmula. "Se a pessoa continua comendo, eu pensaria em problema na tireoide, diabetes e causas endrocrinológicas. Em idoso, a maior causa é a depressão", afirma Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, em jovens o emagrecimento injustificado pode ser sinal de anorexia nervosa, bulimia e problemas psiquiátricos, além de hipertireoidismo e diabetes.
3 » Fraqueza, perda de visão ou da fala súbita
Se você tem esses sintomas, minutos contam, alerta a equipe da Clínica Mayo. Eles são sinais de um AVC ou de um "ataque isquêmico transitório", chamado também de mini-AVC. Procure atendimento logo se tem fraqueza súbita ou paralisia em um dos lados do corpo, perda, diminuição da visão ou visão borrada repentinamente, perda da fala ou problemas para entender os outros, vertigem inexplicável ou perda de equilíbrio. "Trata-se da perda súbita do fluxo cerebral por conta de algum problema na artéria, como um coágulo de sangue ou uma doença arterial que causa obstrução", afirma Lewi. O médico ressalta a importância de socorro rápido. "Hoje, se for atendido em três 3 horas, a pessoa pode se recuperar e ficar sem sequelas." Nada de perder tempo, portanto.
4 » Ver flashes de luz
O mais específico dos sintomas pode sinalizar um rasgo na retina que, se não for tratado com urgência, pode levar ao descolamento da retina e à perda parcial ou total da visão. "O primeiro sintoma é um relâmpago, como se estivessem tirando fotos com flash. Depois, o sinal do descolamento são manchas escuras no campo visual, como se fechassem a cortina", afirma a oftalmologista Nilva Moraes, do Instituto da Visão da Unifesp. Segundo ela, o melhor a fazer é convocar um oftalmologista de confiança e partir para o pronto-socorro. Em pessoas saudáveis, os fatores de risco são trauma ocular, miopia superior a seis graus e idade superior a 50 anos. Na opinião de Lichtenstein, esse sintoma não deveria estar na lista. "É muito específico e, geralmente, ocorre em um olho só", justifica.
5 » Delírios
Mudanças em comportamento ou pensamento podem ser causadas por muitos problemas, incluindo infecção, condições psiquiátricas ou medicamentos, especialmente aqueles que começaram a ser administrados recentemente. O paciente pode apresentar uma confusão severa ou uma mudança rápida no estado mental, como da letargia para a agitação. "Na primeira manifestação é urgente", afirma Salim. Os delírios podem sinalizar um AVC, um tumor e também uma doença infecciosa viral, a encefalite. "Nesse caso, o tempo que leva para procurar o médico define como o problema vai evoluir e se a pessoa vai sair sem sequelas ou mesmo sobreviver", afirma Lewi. Os delírios podem vir acompanhados de dor de cabeça súbita e mudança de personalidade. Salim menciona ainda os problemas psiquiátricos. "Surto psicótico agudo começa com delírio", diz. Já nos idosos as causas podem ser variadas. "Qualquer problema sistêmico pode dar delírios, como desidratação e infecção", pondera Lichtenstein.
6 » Sentir-se saciado após comer pouco
Sentir-se satisfeito antes que o normal ou depois de comer menos do que o costume não em uma refeição, mas por mais de uma semana, é razão suficiente para procurar um médico clínico ou um gastroenterologista. Frequentemente, pode vir acompanhada de outros sintomas, como náuseas, vômitos, inchaço, febre e perda ou ganho de peso. "Enquanto a alteração do hábito intestinal está ligado ao intestino, a saciedade tem relação com o estômago. É uma queixa comum de gastrite e úlcera -não precisa nem ter queimação- e pode até ser câncer", afirma Arnaldo. Para Salim, o problema pode ter outras origens, como fígado, vesícula e esôfago. "E também pode indicar problemas cardiológicos, como insuficiência cardíaca e obstrução de coronária direita, mas não é comum", ressalva.
7 » Febre alta ou persistente
Febre superior a 37,8ºC, com duração acima de quatro dias, precisa ser investigada. Segundo Lewi, 60% das febres de origem indeterminada são de natureza infecciosa, entre elas as bacterianas, como infecção do trato urinário e meningite. O restante pode ser causado por tumores, alguns medicamentos de uso crônico (anticonvulsivante) e doenças reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide. "É um quadro que implica tratamento rápido, porque sem antibiótico a pessoa pode evoluir mal e até morrer", afirma o médico. Alfredo Salim Helito, do Sírio-Libanês, concorda. "Quando vem associada a mal-estar, tosse, queda do estado geral, transpiração ou confusão mental, deve-se procurar um atendimento de emergência", afirma. Se a pessoa sentir tremores, também, pois é indício de infecção bacteriana.
8 » Fôlego curto
Se a pessoa apresenta uma dificuldade súbita de respirar ou está arfando em busca de ar, não há dúvida de que se trata de uma emergência hospitalar. "É um sintoma que merece ser visto rapidamente, porque pode ser algo banal ou problemas sérios, como embolia pulmonar, infarto e insuficiência cardíaca descompensada", afirma Helito. Se a falta de ar vem se agravando há meses, pode ser um sintoma de doenças pulmonares ou cardíacas. "Se tem menos de uma semana, pode ser asma, pneumonia ou embolia, e a pessoa precisa ir ao pronto-atendimento. O infarto, em algumas pessoas, pode vir só com falta de ar, sem dor", diz Arnaldo Lichtenstein, do HC. Já a embolia pulmonar, outro quadro grave que exige socorro imediato, vem sempre associada a trombose em um dos membros, principalmente os inferiores, que incham repentinamente.
9 » Mudanças inexplicáveis dos hábitos intestinais
Para Lichtenstein, uma pessoa que tem hábito intestinal diário, passa três ou quatro dias constipada e depois tem uma diarreia deve ligar o sinal de alerta. Segundo Lewi, fezes com sangue, diarreia com duração de uma semana e constipação que dura mais de três semanas podem sinalizar infecção bacteriana, viral ou infestação por parasitas. "Não pode ter esses sintomas e deixar de ir ao médico. Se houver um único sangramento vivo, em grande quantidade, é melhor ir ao pronto-atendimento", afirma ele, para quem câncer de cólon e doenças intestinais inflamatórias -como retocolite ulcerativa, uma inflamação de natureza autoimune, e doença de Khron- podem provocar esses sintomas. Depressão, ansiedade, problemas inflamatórios intestinais ou na tireoide também não podem ser descartados. "O intestino é um órgão de choque de muitos problemas que não são intestinais. O indicado é procurar um clínico ou ir direto a um gastroenterologista", diz.
10 » Juntas quentes, vermelhas ou inflamadas
Esse é o campo dos reumatologistas. A exceção são os casos em que somente uma das juntas está inchada ou inflamada, o que pode sinalizar uma infecção e geralmente tem febre associada. "A artrite séptica é causada por bactérias e pode ser identificada quando uma junta única fica quente, muito inchada e extremamente dolorida. É urgentíssimo, porque precisa drenar a articulação e tirar o pus", afirma Salim. Se atinge mais de uma junta, pode ser um episódio de gota, artrite reumatoide, lúpus, febre reumática. Arnaldo Lichtenstein menciona ainda doenças sistêmicas, como leucemias, anemia falciforme e problemas endocrinológicos, como possíveis causas dos sintomas.
Fonte: Folha On Line
Baseada em uma lista elaborada pela Clínica Mayo, nos EUA, com dez sinais que precisam de cuidados médicos, a Folha ouviu especialistas para saber o que cada um pode indicar e que atitude é preciso tomar.
David Lewi, clínico-geral e infectologista do hospital Albert Einstein e professor da Unifesp, afirma que alguns dos sintomas listados são mais importantes do que outros. "Mas cada um tem razão de ser."
Alfredo Salim, clínico-geral e médico de família do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta outros sinais que demandam atenção, como tontura, sensação de queda de pressão, inchaço súbito e sede intensa.
Para Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da USP, outro sintoma importante é um inchaço progressivo na perna ou no rosto, que indica problemas de fígado, rim ou coração.
1 » Dor de cabeça forte repentina
É caso de urgência: a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um hospital. "Em quem não tem enxaqueca, o grande medo é um sangramento na cabeça, o derrame ou AVC hemorrágico", afirma Arnaldo Lichtenstein. Alfredo Salim define o sintoma como "uma explosão de dor de cabeça" e lembra que é uma das causas de morte súbita. Diferentemente do que reza o senso comum, o problema atinge pessoas de todas as idades. "Jovens podem ter um aneurisma [rompimento de vasos] que leva ao AVC hemorrágico, e os pacientes hipertensos podem sofrer ruptura de vasos cerebrais", explica. Outras possibilidades são meningite -com dor de cabeça e rigidez do pescoço- e encefalite.
2 » Perda de peso sem explicação
Uma perda involuntária de peso nos últimos três a seis meses pode ter inúmeras causas e deve ser investigada. Como parâmetro, os médicos consideram 10% do peso total, mas, no caso dos obesos, o simples fato de parar de engordar sem motivo pode ser indicativo de hipertireoidismo, depressão, doenças do fígado e câncer. Para David Lewi, do Einstein, doença oncológica é a principal suspeita quando a perda de peso ocorre sem outros sintomas. Acompanhada de febre, pode ser tuberculose. Outras doenças, como lúpus eritrematoso sistêmico, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes costumam causar, também, febre, dor articular e manchas pelo corpo. O hipertiroidismo, por sua vez, pode provocar sudorese e mão trêmula. "Se a pessoa continua comendo, eu pensaria em problema na tireoide, diabetes e causas endrocrinológicas. Em idoso, a maior causa é a depressão", afirma Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, em jovens o emagrecimento injustificado pode ser sinal de anorexia nervosa, bulimia e problemas psiquiátricos, além de hipertireoidismo e diabetes.
3 » Fraqueza, perda de visão ou da fala súbita
Se você tem esses sintomas, minutos contam, alerta a equipe da Clínica Mayo. Eles são sinais de um AVC ou de um "ataque isquêmico transitório", chamado também de mini-AVC. Procure atendimento logo se tem fraqueza súbita ou paralisia em um dos lados do corpo, perda, diminuição da visão ou visão borrada repentinamente, perda da fala ou problemas para entender os outros, vertigem inexplicável ou perda de equilíbrio. "Trata-se da perda súbita do fluxo cerebral por conta de algum problema na artéria, como um coágulo de sangue ou uma doença arterial que causa obstrução", afirma Lewi. O médico ressalta a importância de socorro rápido. "Hoje, se for atendido em três 3 horas, a pessoa pode se recuperar e ficar sem sequelas." Nada de perder tempo, portanto.
4 » Ver flashes de luz
O mais específico dos sintomas pode sinalizar um rasgo na retina que, se não for tratado com urgência, pode levar ao descolamento da retina e à perda parcial ou total da visão. "O primeiro sintoma é um relâmpago, como se estivessem tirando fotos com flash. Depois, o sinal do descolamento são manchas escuras no campo visual, como se fechassem a cortina", afirma a oftalmologista Nilva Moraes, do Instituto da Visão da Unifesp. Segundo ela, o melhor a fazer é convocar um oftalmologista de confiança e partir para o pronto-socorro. Em pessoas saudáveis, os fatores de risco são trauma ocular, miopia superior a seis graus e idade superior a 50 anos. Na opinião de Lichtenstein, esse sintoma não deveria estar na lista. "É muito específico e, geralmente, ocorre em um olho só", justifica.
5 » Delírios
Mudanças em comportamento ou pensamento podem ser causadas por muitos problemas, incluindo infecção, condições psiquiátricas ou medicamentos, especialmente aqueles que começaram a ser administrados recentemente. O paciente pode apresentar uma confusão severa ou uma mudança rápida no estado mental, como da letargia para a agitação. "Na primeira manifestação é urgente", afirma Salim. Os delírios podem sinalizar um AVC, um tumor e também uma doença infecciosa viral, a encefalite. "Nesse caso, o tempo que leva para procurar o médico define como o problema vai evoluir e se a pessoa vai sair sem sequelas ou mesmo sobreviver", afirma Lewi. Os delírios podem vir acompanhados de dor de cabeça súbita e mudança de personalidade. Salim menciona ainda os problemas psiquiátricos. "Surto psicótico agudo começa com delírio", diz. Já nos idosos as causas podem ser variadas. "Qualquer problema sistêmico pode dar delírios, como desidratação e infecção", pondera Lichtenstein.
6 » Sentir-se saciado após comer pouco
Sentir-se satisfeito antes que o normal ou depois de comer menos do que o costume não em uma refeição, mas por mais de uma semana, é razão suficiente para procurar um médico clínico ou um gastroenterologista. Frequentemente, pode vir acompanhada de outros sintomas, como náuseas, vômitos, inchaço, febre e perda ou ganho de peso. "Enquanto a alteração do hábito intestinal está ligado ao intestino, a saciedade tem relação com o estômago. É uma queixa comum de gastrite e úlcera -não precisa nem ter queimação- e pode até ser câncer", afirma Arnaldo. Para Salim, o problema pode ter outras origens, como fígado, vesícula e esôfago. "E também pode indicar problemas cardiológicos, como insuficiência cardíaca e obstrução de coronária direita, mas não é comum", ressalva.
7 » Febre alta ou persistente
Febre superior a 37,8ºC, com duração acima de quatro dias, precisa ser investigada. Segundo Lewi, 60% das febres de origem indeterminada são de natureza infecciosa, entre elas as bacterianas, como infecção do trato urinário e meningite. O restante pode ser causado por tumores, alguns medicamentos de uso crônico (anticonvulsivante) e doenças reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide. "É um quadro que implica tratamento rápido, porque sem antibiótico a pessoa pode evoluir mal e até morrer", afirma o médico. Alfredo Salim Helito, do Sírio-Libanês, concorda. "Quando vem associada a mal-estar, tosse, queda do estado geral, transpiração ou confusão mental, deve-se procurar um atendimento de emergência", afirma. Se a pessoa sentir tremores, também, pois é indício de infecção bacteriana.
8 » Fôlego curto
Se a pessoa apresenta uma dificuldade súbita de respirar ou está arfando em busca de ar, não há dúvida de que se trata de uma emergência hospitalar. "É um sintoma que merece ser visto rapidamente, porque pode ser algo banal ou problemas sérios, como embolia pulmonar, infarto e insuficiência cardíaca descompensada", afirma Helito. Se a falta de ar vem se agravando há meses, pode ser um sintoma de doenças pulmonares ou cardíacas. "Se tem menos de uma semana, pode ser asma, pneumonia ou embolia, e a pessoa precisa ir ao pronto-atendimento. O infarto, em algumas pessoas, pode vir só com falta de ar, sem dor", diz Arnaldo Lichtenstein, do HC. Já a embolia pulmonar, outro quadro grave que exige socorro imediato, vem sempre associada a trombose em um dos membros, principalmente os inferiores, que incham repentinamente.
9 » Mudanças inexplicáveis dos hábitos intestinais
Para Lichtenstein, uma pessoa que tem hábito intestinal diário, passa três ou quatro dias constipada e depois tem uma diarreia deve ligar o sinal de alerta. Segundo Lewi, fezes com sangue, diarreia com duração de uma semana e constipação que dura mais de três semanas podem sinalizar infecção bacteriana, viral ou infestação por parasitas. "Não pode ter esses sintomas e deixar de ir ao médico. Se houver um único sangramento vivo, em grande quantidade, é melhor ir ao pronto-atendimento", afirma ele, para quem câncer de cólon e doenças intestinais inflamatórias -como retocolite ulcerativa, uma inflamação de natureza autoimune, e doença de Khron- podem provocar esses sintomas. Depressão, ansiedade, problemas inflamatórios intestinais ou na tireoide também não podem ser descartados. "O intestino é um órgão de choque de muitos problemas que não são intestinais. O indicado é procurar um clínico ou ir direto a um gastroenterologista", diz.
10 » Juntas quentes, vermelhas ou inflamadas
Esse é o campo dos reumatologistas. A exceção são os casos em que somente uma das juntas está inchada ou inflamada, o que pode sinalizar uma infecção e geralmente tem febre associada. "A artrite séptica é causada por bactérias e pode ser identificada quando uma junta única fica quente, muito inchada e extremamente dolorida. É urgentíssimo, porque precisa drenar a articulação e tirar o pus", afirma Salim. Se atinge mais de uma junta, pode ser um episódio de gota, artrite reumatoide, lúpus, febre reumática. Arnaldo Lichtenstein menciona ainda doenças sistêmicas, como leucemias, anemia falciforme e problemas endocrinológicos, como possíveis causas dos sintomas.
Fonte: Folha On Line
Chatômetro: Aprenda a Usar
Todos sabemos – ou deveríamos saber – que cultivar uma boa imagem é um fator fundamental para o sucesso. É, também, uma das ferramentas básicas do marketing pessoal. Quanto mais aspectos positivos estiverem associados à sua imagem, maiores serão as suas chances de expandir sua rede de contatos, cultivar relacionamentos, ser lembrado, ouvido e respeitado. Contudo, há uma forma insidiosa de prejudicar nossa imagem. Levados pelas pressões do dia-a-dia, corremos o risco de nos tornarmos chatos sem nos darmos conta disso. É muito fácil identificar um chato – às vezes até à distância. Só que a coisa muda de figura quando o chato somos nós. Em geral, somos os últimos a perceber, se é que percebemos.
Pode parecer tolice, mas essa tolice tem um preço. A maioria dos seres humanos reage da mesma forma ao se ver diante de um chato: tenta evitá-lo ou, se não der sorte, tenta fugir dele o mais rápido possível. E, assim, o chato vai perdendo convites, oportunidades, informações e amigos. Se quiser descobrir em que nível você está na escala humana da chatice, leia as frases abaixo e reflita honestamente sobre como você se situa em relação a elas. E lembre-se: chatice tem cura.
Você se torna chato quando:
1 » Reclama muito e pouco faz
2 » Fala mais do que ouve
3 » Critica mais do que ajuda
4 » Procura se exibir em vez de se educar
5 » Repete-se em vez de se renovar
6 » Força a intimidade em vez de cultivá-la
7 » Impõe sua presença em vez de conquistar seu espaço
8 » Inveja mais do que admira
9 » Está sempre de mau-humor
10 » Acha-se muito engraçado – mas é o único que ri de suas próprias piadas
Pode parecer tolice, mas essa tolice tem um preço. A maioria dos seres humanos reage da mesma forma ao se ver diante de um chato: tenta evitá-lo ou, se não der sorte, tenta fugir dele o mais rápido possível. E, assim, o chato vai perdendo convites, oportunidades, informações e amigos. Se quiser descobrir em que nível você está na escala humana da chatice, leia as frases abaixo e reflita honestamente sobre como você se situa em relação a elas. E lembre-se: chatice tem cura.
Você se torna chato quando:
1 » Reclama muito e pouco faz
2 » Fala mais do que ouve
3 » Critica mais do que ajuda
4 » Procura se exibir em vez de se educar
5 » Repete-se em vez de se renovar
6 » Força a intimidade em vez de cultivá-la
7 » Impõe sua presença em vez de conquistar seu espaço
8 » Inveja mais do que admira
9 » Está sempre de mau-humor
10 » Acha-se muito engraçado – mas é o único que ri de suas próprias piadas
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