segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Preguiça e Seus Disfarces

Hoje em dia virou chavão dizer que, no mundo moderno, tempo é dinheiro e, por isso, vivemos numa rotina insana na qual os compromissos se acumulam e nossa vida é ditada pelo relógio. Tudo isso pode ser verdade, mas, por mais paradoxal que possa parecer, mesmo em meio a esse corrido cotidiano, muita gente ainda encontra tempo para se dedicar à boa e velha preguiça. Em geral, isso é feito com um certo sentimento de culpa, razão pela qual tenta-se encobrir a preguiça pura e simples com os mais variados tipos de camuflagem. “Preciso relaxar um pouco”, “minha mente precisa de descanso”, “se continuar nesse ritmo minha produção vai ser afetada”, “meu patrão pensa que eu sou uma máquina” são alguns exemplos dessa camuflagem.
Naturalmente, todos esses argumentos podem ser válidos. No entanto, para lidar de forma eficaz com esse tipo de pressão sem que o seu trabalho e a sua produtividade sejam prejudicados, é preciso planejar criteriosamente seus momentos de lazer. Parar um pouco no momento certo, e pelo tempo certo, é um justo e necessário descanso ao qual todos temos direito. Mas parar quando bem entendemos, porque não temos mais “saco” para fazer isso ou aquilo, é a velha preguiça em ação. Preguiça não apenas de executar determinadas tarefas, mas de fazer o que for necessário para reencontramos o ânimo e a motivação.

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