sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Recarregando as Baterias

Gostaria de falar com você, que se sente desanimado diante das pressões do dia-a-dia, que acha que seus sonhos se perderam na poeira da estrada e que não consegue encontrar motivação para dar o melhor de si. Largue tudo o que você estiver fazendo agora e pare um pouquinho para pensar. Volte no tempo e comece a reviver suas histórias de sucesso. Lembre-se das dificuldades que você superou e das vitórias que conquistou na infância, na adolescência e na vida adulta. Quantos problemas foram resolvidos? Quantos momentos de angústia foram sucedidos por outros momentos de bem-estar e de satisfação? Quantas vezes você conseguiu virar o jogo a seu favor?
Reviva suas conquistas e valorize-as, uma a uma, das mais grandiosas as que parecem mais insignificantes. Elas são a bateria interna que alimenta a autoconfiança. E essa bateria está sempre lá, não se extingue nunca. Tudo o que você tem de fazer é acioná-la, e ela lhe dará o impulso necessário para atravessar os momentos difíceis.

Pare e Pense

Algumas frases para reflexão:
» Sorte é uma questão de talento.
» Para o pessimista, cada novo desafio é uma calamidade. Para o otimista, cada novo desafio é uma oportunidade.
» A arte de negociar consiste em saber quando, como e quanto ceder.
» Aprendemos mais com os fracassos do que com os sucessos – aprendemos, inclusive, a lidar melhor com o sucesso.
» Às vezes, a melhor estratégia não é saber o que fazer, mas saber o que não fazer.
» A propaganda é a alma do negócio. E os funcionários são o coração do negócio.
» Falhar ao se preparar é preparar-se para falhar.
» A visão direciona, o entusiasmo impulsiona e a competência constrói.

Trabalho e Vida Pessoal Não Se Misturam. Será?

O que acontece quando o desempenho de um profissional está sendo negativamente afetado por seus problemas pessoais? Muitos dirigentes empresariais ainda tentam resolver isso pelo velho método: chamam a pessoa para uma conversa, dizem-lhe para não misturar problemas pessoais com o trabalho e, se não funcionar, apontam-lhe a porta da rua. Com isso, arriscam-se a perder um profissional talentoso e capacitado, que poderia ser de grande valia para a empresa caso pudesse dispor de um apoio adequado para lidar com suas questões pessoais.
Achar que a vida particular não pode se misturar com o trabalho não passa de um mito. Por mais competente e dedicada que uma pessoa seja, será que ela conseguiria se dedicar adequadamente ao trabalho se um de seus filhos estiver no hospital? Ou se estiver passando por um turbulento processo de divórcio? Ou se for responsável por um pai ou uma mãe idosos que necessitam de cuidados especiais?
Empresas que possuem uma visão mais ampla e objetiva acreditam que vale a pena investir nos bons profissionais. Acreditam também que esse investimento não deve se resumir apenas ao treinamento profissional, mas englobar outros aspectos das necessidades humanas. O ideal é elaborar e implantar estratégias que visam ajudar os funcionários a lidarem com seus problemas pessoais sem perder a produtividade.
As estratégias baseiam-se na avaliação do perfil da empresa e de seus funcionários, e podem incluir a flexibilização de horários, a criação de creches e a extensão de certos benefícios aos familiares do empregado, entre muitas outras soluções. Com isso, ganha o funcionário e ganha a empresa, que obtém um maior comprometimento de seus profissionais. E ganha também a sociedade, já que o funcionário não é mais visto como um indivíduo isolado, destacado da família e da comunidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Você Tem Coragem de Fazer o Que Gosta?

As pessoas de sucesso quase sempre costumam destacar a “paixão” ou o “gostar do que se faz” como fatores fundamentais de seu êxito profissional e de sua realização pessoal. Isso parece tão simples, óbvio e evidente que até já virou chavão. Quem gosta do que faz tem mais prazer, energia, motivação. E, diga-se de passagem, jamais ouvi um profissional bem sucedido dizer que odeia seu trabalho. Eles podem até admitir que existem dificuldades, que certas atribuições são menos prazerosas do que outras... Mas sempre reafirmam a paixão que sentem por seu ofício.
Só que às vezes parece haver uma distância enorme entre o que ouvimos essas pessoas dizer e o que observamos em nossa própria realidade. Cansamos de ver gente que detesta o que faz, que reclama sem parar e que vê o trabalho como uma maldição, e não como uma bênção. E às vezes nós mesmos nos encontramos nessa situação. Então pensamos: “Essa história de gostar do que se faz é coisa de alguns poucos privilegiados, que tiveram sorte na vida”. Grande engano. Essas pessoas até podem ter tido sorte em alguns momentos. Mas não foi esse o fator fundamental. Se elas chegaram ao sucesso fazendo o que gostam é porque tiveram coragem. Muita coragem.
O fato é que ganhar a vida e obter êxito em um trabalho pelo qual você é realmente apaixonado exige coragem. Muitas vezes você tem de contrariar as expectativas familiares e sociais e a pressão de fazer determinadas escolhas que supostamente lhe trariam um retorno financeiro maior – por exemplo, ser advogado quando na verdade você gostaria de ser músico – e lidar com a insegurança e a desaprovação que isso pode trazer de início. Outras vezes é necessário lutar com unhas e dentes por uma idéia que os outros consideram maluca, ou mesmo abandonar uma situação mais sólida e confortável e correr riscos tentando realizar os seus sonhos. Ou seja, fazer o que se gosta exige determinação e sacrifícios. Exige que você enfrente seus medos e se ponha à prova. Em outras palavras, exige coragem.
Sendo assim, a pergunta é: você tem coragem de fazer o que gosta?

Check-Up Emocional

De tempos em tempos, todos nós deveríamos fazer um check-up emocional. Assim como o check-up médico tem por objetivo avaliar nossa saúde física e detectar doenças ou sinais de que alguma enfermidade pode vir a se instalar, o check-up emocional faz o mesmo – só que em relação aos aspectos mentais e psicológicos. São muitas as “doenças” ou “indícios de enfermidades” que ele pode detectar: desmotivação, desânimo, desinteresse, falta de objetivos, insatisfação...
Você pode fazer o check-up emocional sozinho. Basta se perguntar: estou me sentindo bem comigo mesmo e com o meu trabalho? Meu potencial está sendo aproveitado ao máximo? Quais são minhas metas de vida e o que tenho feito para alcançá-las? Estou me tornando, ou já me tornei, a pessoa que eu queria ser? Da mesma forma que o check-up médico pode indicar a necessidade de seguir certos tratamentos, o check-up emocional pode indicar a necessidade de promover certas mudanças como forma de lidar produtivamente com os problemas detectados.
Evitar o check-up emocional para camuflar possíveis problemas é uma atitude destrutiva, que com o tempo cobrará o seu preço. Afinal, ignorar o problema não o faz desaparecer. Apenas o torna mais forte.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Maior Mentira do Mundo

A maior mentira que já lhe contaram na vida foi dizer que você não poderia colocar suas idéia em ação por causa de sua inexperiência, de sua situação econômica ou social, de sua raça ou de seu sexo. E o maior erro que você já cometeu – ou que poderia ter cometido – em sua vida foi acreditar nisso. Ninguém chega ao sucesso acreditando nas limitações que lhe são impostas. São inúmeras as histórias de homens e mulheres bem-sucedidos que venceram exatamente por terem se recusado a acreditar que seu sexo, raça ou posição social eram impedimentos definitivos ao sucesso.
Mas, então, outra mentira nos foi contada a respeito desses vencedores – a de que eles fazem parte de uma “elite” de pessoas que nascem com algum “dom especial”, e o que eles conseguiram, outros não podem conseguir. Todos os dias, em todos os cantos do planeta, existem pessoas que estão desmentido essa balela às custas de muito trabalho, talento e determinação. É você quem decide em que time irá jogar.

Lições de Jack Welch

Jack Welch foi considerado o executivo do século. Graças à sua visão e determinação, a GE antecipou-se às mudanças que estavam por vir e tornou-se uma empresa mais competitiva e poderosa, enquanto muitas outras sucumbiam aos primeiros sinais da globalização. Em um texto chamado Lições Para o Sucesso (que está no livro Gênios dos Negócios, de Peter Krass), o legendário executivo nos dá algumas importantes lições. Eis aqui algumas delas:
» Você precisa de uma mensagem envolvente, alguma coisa grandiosa, mas simples e compreensível. (...) Cada idéia que você apresenta precisa ser algo que você consiga transmitir facilmente num coquetel entre estranhos. Se apenas os envolvidos no seu ramo industrial conseguem entender o que você está dizendo, você perdeu a chance.
» As três coisas mais importantes que você precisa medir em um negócio são a satisfação do cliente, a satisfação do funcionário e o fluxo de caixa.
» Outra coisa que aprendi foi o valor de exigir cada vez mais da organização, colocando a barra mais alto do que as pessoas pensam que podem subir. (...) A menos que coloque a barra tão alto quanto possível, você jamais saberá até onde as pessoas conseguirão chegar.
» Já cometi minha parcela de erros – muitos – mas meu maior erro foi não ter sido mais rápido. (...) A timidez gera erros.
» Confiança é uma arma incrivelmente poderosa numa empresa. As pessoas não se empenharão ao máximo se não confiarem que serão tratadas com eqüidade – que não existirá favoritismo e que todo mundo terá as mesmas oportunidades. A única maneira que conheço de criar esse tipo de confiança é expor seus valores e depois colocar em prática as palavras. Você precisa ser coerente e fazer aquilo que disse que fará.
» Acredito profundamente que as pessoas são a chave de tudo e que mudanças não devem ser temidas – devem ser apreciadas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Luz e Sombras

O primeiro passo para confiar em si mesmo é descobrir suas habilidades. O segundo é sentir-se à vontade com elas. Pontos fracos todos nós temos. É importante conhecê-los e admiti-los, mas sem exageros. Eles são parte de nós, mas não são o que nos define. Cuidado com as distorções que só servem para minar a autoconfiança. O que nos define é o que podemos fazer, e não o que não podemos. Suas fraquezas são parte de você, mas não são você. Não as use como pretextos para mascarar e desperdiçar o seu verdadeiro potencial.
Às vezes, o medo de fazer sucesso e de lidar com as responsabilidades daí advindas é maior do que o medo de fracassar. Como disse Nelson Mandela em seu brilhante discurso de posse, “nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados para o cargo. Nosso medo mais profundo é que sejamos excessivamente poderosos. É nossa luz, e não nossa sombra, que nos amedronta”.

Superação

Certa vez ouvi uma frase que me deu muito o que pensar. A frase é: “o que não tem solução, solucionado está”. À primeira vista pode parecer que essas palavras encerram uma mensagem de pessimismo e de acomodação. Então não devemos lutar sempre? Não devemos nos esforçar ao máximo para superar limites e obstáculos? Sim, devemos. Mas também precisamos ter sabedoria suficiente para entendermos que algumas coisas são inevitáveis. E, nesses casos, a superação não consiste na obsessão de mudar o que não pode ser mudado, mas na coragem de compreender isso e buscar novos caminhos.
Exemplo dessa atitude é o do João Carlos Martins. Pianista de renome internacional, Martins teve de enfrentar diversos problemas com as mãos que o impediam de tocar. Vários desses problemas ele superou graças a uma fantástica determinação. A certa altura, porém, ele teve de se submeter a uma cirurgia que iria seccionar os nervos de sua mão. E isso era definitivo. Mas Martins mais uma vez superou os obstáculos que lhe eram impostos. Como? Ele não recuperou os nervos seccionados, porque isso seria impossível. Em vez disso, passou a estudar regência, fundou duas orquestras e deu início a uma brilhante carreira de maestro.
Há uma célebre prece na qual pedimos “serenidade para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para reconhecer a diferença entre umas e outras”. Eis aí a essência da superação. Admitir que algumas coisas são inevitáveis não é derrotismo. É o primeiro passo para passarmos da obsessão estéril à determinação construtiva. Em vez de bater de cabeça contra um muro sólido, é melhor tratar de encontrar uma porta. Às vezes a porta está oculta, às vezes está emperrada e, às vezes, está bem na nossa frente. Mas, acredite: sempre há uma porta.

Empatia e Doação

Lee Yacocca, um dos mais célebres executivos do século 20, já dizia: “negócios nada mais são do que uma porção de relacionamentos humanos”. Não é, pois, sem razão, que as habilidades sociais são tão valorizadas hoje em dia. Existem inúmeras técnicas que podem tornar sua comunicação mais eficaz. No entanto, há algo muito mais profundo que vem antes das técnicas, e que deve ser trabalhado para elas possam surtir algum efeito. Estou me referindo à capacidade de doação.
Para criar empatia com alguém você precisa não apenas ouvir, mas também se abrir. Abrir-se significa conseguir deixar de lado por alguns momentos as suas preocupações, as suas opiniões, as suas idéias pré-concebidas e criar um espaço no qual a pessoa com a qual você está falando possa se expressar. E isso requer doação. Você está doando o seu tempo e a sua atenção. Está abrindo mão de suas urgências, tensões e intenções para poder acolher o outro e conhecê-lo, não só como empregado, sócio ou investidor, mas como ser humano. E é apenas quando existe essa acolhida que a empatia realmente se estabelece.

domingo, 18 de outubro de 2009

Dando a Volta Por Cima

Quem já passou por isso sabe como é. Quem não passou pode muito bem imaginar. Perder o emprego de uma hora para a outra, no momento em que você menos esperava – e no momento em que você mais precisava desse emprego – é uma experiência capaz de fazer qualquer pessoa balançar. E a sensação de desamparo fica ainda pior quando os motivos da demissão são postos em embalagens genéricas e impessoais como “reestruturação da empresa” ou “corte de despesas”.
Nessa hora de desespero e frustração, a primeira coisa que vem à cabeça é: “Será que foi tudo em vão? Trabalhei tanto para nada?” É importante que você entenda que seus esforços não foram em vão. O emprego pode lhe ter sido tirado, mas a experiência que você adquiriu é algo que ninguém jamais poderá lhe tirar. Não permita que uma fatalidade como essa o faça duvidar de seu valor como profissional. Acreditar em si mesmo é fundamental para encontrar novos trabalhos e oportunidades.

sábado, 17 de outubro de 2009

Otimistas e Escapistas

Já ouvi várias pessoas que passaram pela experiência de encarar a morte de perto dizerem que a principal lição que aprenderam com isso foi: viver cada dia como se fosse o último. São palavras sábias, mas é uma pena que muita gente tenha que passar por experiências extremas para só então se dar conta disso. Vivemos como se tivéssemos todo o tempo do mundo à nossa disposição, quando, na verdade, ninguém pode dizer com certeza o que o destina lhe reserva.
Viver cada dia como se fosse o último significa valorizar o tempo e não agir como se ele fosse inesgotável, pois, como bem sabemos, em termos de vida humana, o tempo com certeza não é infinito. Como sempre, podemos escolher entre encarar esse fato de forma pessimista ou otimista. Para o pessimista, a vida é um fardo com hora marcada para terminar. Para o otimista, é uma dádiva que deve ser aproveitada ao máximo.
Agir como se o tempo fosse inesgotável não é otimismo, é escapismo – uma desculpa para adiar, enrolar, protelar e procrastinar indefinidamente. Cabe a nós decidirmos se queremos fazer com que nossa vida valha a pena ou se queremos deixar um legado de sonhos não vividos, de projetos inacabados e de planos engavetados. Como disse Benjamim Franklin, se você ama a vida, então valorize o tempo. É dele que a vida é feita.

O Resgate da Criatividade

A sensação de que estamos perdendo a criatividade pode ser avassaladora. Isso gera não só problemas profissionais, mas também pessoais. É como se estivéssemos perdendo nossa própria identidade, aquilo que nos torna indivíduos únicos e especiais. Não são apenas os escritores e os artistas que estão sujeitos a bloqueios criativos. Qualquer profissional pode passar por isso – e com freqüência passa. E o resultado é uma insatisfação constante, que pode facilmente virar depressão. Afinal, uma de nossas principais formas de expressão está sendo reprimida.
Para resgatar a criatividade é preciso voltar-se para a origem do problema, para os fatores que a estão bloqueando. E esses fatores são geralmente dois, que muitas vezes aparecem juntos. Um deles é o stress. É difícil ser criativo quando estamos sem energia e nossa mente parece trabalhar em ponto morto. O outro fator é a desmotivação. Quem detesta o que faz e sente que está num beco sem saída não vai conseguir encontrar ânimo algum para criar. Lidar com esses problemas exige mudanças de hábitos, de perspectivas e às vezes até de vida. Mas é a única forma de resgatarmos nossa criatividade – e, com ela, nossa própria identidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Características do Bom Vendedor

Quando falo das características de um bom vendedor, há uma que sempre vem em primeiro lugar: a integridade. De nada adianta saber se comunicar, transmitir entusiasmo e convicção, criar empatia com o cliente se essa relação não for baseada na honestidade e na transparência. Se o cliente sentir que foi enganado, ele não vai se lembrar da pessoa que lhe vendeu gato por lebre como um excelente vendedor: vai lembrar-se dela como o sujeito que tentou lhe passar a perna. E com uma reputação dessas, é difícil – se não for impossível – construir uma carreira de sucesso.
Às vezes nos deparamos com um dilema. Somos honestos, mas a empresa na qual trabalhamos não é. Seja por problemas de caráter de seus dirigentes, seja por problemas estruturais, a empresa não é capaz de cumprir o que promete. Em situações assim, não resolve nada dizer que “a culpa não é minha, é da empresa”. Se você procura o cliente como representante de uma empresa desse tipo, então a responsabilidade também é sua. Nesses casos, a única alternativa é procurar trabalho em outro lugar. Isso pode não ser fácil. Afinal, todos nós estamos sujeitos a pressões econômicas. Porém, é preciso lembrar que encontrar um novo trabalho não é tão difícil quanto reconstruir uma reputação abalada.

Estratégia Vencedora

Desenvolver uma estratégia competitiva e bem-sucedida requer uma compreensão profunda e completa não apenas de seus concorrentes e dos movimentos que estão ocorrendo, mas de uma série de outros fatores que também têm o potencial de influenciar sua posição de mercado. É tão importante saber as forças das quais você dispõe internamente na organização quanto saber os desafios e as oportunidades que podem existir do lado de fora. Para desenvolver uma estratégia vencedora é importante:
» Conhecer o mercado » É essencial conduzir pesquisas para determinar quais produtos estão sendo oferecidos ao seu público-alvo e a que preço. Sem essa informação básica, você estará formulando o desenvolvimento de seus produtos e fixando suas estratégias de preço às cegas.
» Conversar com os clientes » Conheça em profundidade seus clientes e suas necessidades. Saiba o que estão dizendo sobre a concorrência. Amplie seu mercado identificando os clientes cujas necessidades não estão sendo atendidas pelos competidores e desenvolva produtos para atender essas demandas.
» Identificar as forças e fraquezas de sua organização » A avaliação honesta dos recursos de sua companhia, bem como de eventuais falhas, é fundamental para um planejamento estratégico eficaz. Potencialize as suas forças e diferenciais para aproveitar as oportunidades do mercado. Fique atento às fraquezas da sua organização, especialmente as que podem causar impacto negativo em seus clientes. Negligenciar isso é dar vantagem aos concorrentes.
» Analisar os produtos dos seus concorrentes » Essa análise lhe dará idéias de como melhorar suas próprias ofertas e de como destacar os atributos de seus produtos em relação aos da concorrência.
» Monitorar permanentemente os planos da concorrência » Familiarize-se com os produtos dos concorrentes e com as estratégias de marketing que eles utilizam. Entenda o estilo de vendas e serviço que oferecem e, dessa forma, você poderá reagir a qualquer movimento do concorrente em tempo hábil.
» Criar alianças que complementem suas forças » Identifique os parceiros que possam preencher as lacunas existentes em seus conhecimentos ou potencialidades. Lembre-se: admitir pontos fracos e trazer para perto quem sabe mais é sinal de inteligência.
» Monitorar regularmente o seu mercado » As necessidades de seu cliente e as potencialidades do seu concorrente mudam com freqüência. Uma estratégia competitiva eficaz deve acompanhar lado a lado essas mudanças. Obtenha novas perspectivas de mercado por meio de seus próprios clientes e de outros, para validar o seu plano estratégico e/ou ajustá-los quando necessário.
» Antecipar o futuro » Compreender a cenário competitivo é crucial para o desenvolvimento de uma estratégia vencedora. Entretanto, para obter e sustentar uma vantagem competitiva é igualmente importante definir o que o futuro trará em termos de interesses e necessidades. Sem essa ligação entre o hoje e o amanha, as chances de uma longa permanência no mercado são mínimas.

Nada é Por Acaso

Um jovem pastor foi designado para ser o responsável por uma pequena igreja no bairro do Brooklyn, em Nova York. Quando chegou, o pastor teve uma desagradável surpresa: a igrejinha estava caindo aos pedaços. Com a ajuda da comunidade e dispondo de poucos recursos, ele pôs mãos a obra e tratou de reformar a igreja. Depois de muito trabalho, a reforma terminou. Um dia depois, porém, caiu uma violenta tempestade e um grande buraco se abriu em uma das paredes da igreja. O pastor viu o estrago e sentiu-se invadido por um enorme desânimo. O Natal estava perto e ele não ia conseguir reabrir a igreja a tempo de celebrar a data com os fiéis.
Naquela tarde, enquanto dirigia para casa, a amargura o invadia. Todos os seus esforços haviam sido em vão e parecia que Deus o estava submetendo a uma brincadeira sem graça, zombando de seu trabalho e de sua fé. No meio do caminho, ele passou por uma casa na qual estava ocorrendo uma venda de garagem e decidiu dar uma olhada. Lá ele encontrou uma bela toalha de mesa bordada, com uma grande cruz no centro. Imediatamente, comprou a toalha e a levou para a igreja. Era do tamanho certo para cobrir o buraco na parede. Assim, ele poderia abrir a igreja no Natal e depois levantar os fundos necessários para os reparos.
O dia seguinte era véspera de Natal. O pastor chegou à igreja a fim de arrumar tudo para o culto quando encontrou uma senhora idosa no ponto de ônibus. Ela havia perdido o ônibus e o próximo levaria 45 minutos para chegar. A mulher não costumava freqüentar aquele bairro e morava bem longe dali. Como estava muito frio, o pastor a convidou para esperar dentro da igreja. A mulher ficou espantada ao ver a toalha na parede e perguntou onde o pastor a conseguira. O pastor lhe contou e ela, então, lhe pediu para ver se na parte de trás, no canto inferior esquerdo da toalha, estavam bordadas as iniciais BGM. O pastor levantou a toalha e lá estavam as iniciais.
A mulher lhe disse que ela havia feito a toalha há muitos anos, quando morava na Áustria com o marido. Quando o país foi anexado pela Alemanha nazista, ela e o marido decidiram emigrar para os Estados Unidos. No último momento, porém, o marido acabou sendo preso pelos nazistas e eles nunca mais se viram. A mulher havia chegado aos Estados Unidos com pouquíssimo dinheiro, razão pela qual teve de vender a toalha. Seus esforços para reencontrar o marido foram em vão. Provavelmente ele já havia morrido, mas, mesmo assim, ela nunca quis se casar outra vez. O pastor ficou comovido com a história e ofereceu-se para levar a mulher para a casa dela.
A igreja, enfim, reabriu para o Natal e toda a vizinhança compareceu em massa para o culto. Depois que todos saíram, o pastor notou que um senhor idoso havia permanecido na igreja. Ele olhava fixamente para a toalha na parede e seus olhos estavam cheios de lágrimas. O pastor foi falar com ele e o homem disse que jamais pensou que veria essa toalha novamente. Ele contou que a toalha fora feita por sua mulher, quando os dois moravam na Áustria. Eles estavam prestes a fugir para os Estados Unidos quando os nazistas o prenderam, e ele nunca mais encontrou sua mulher. Talvez àquela altura ela já estivesse morta, mas ele continuava solitário, vivendo de suas lembranças. O pastor lhe disse, então, que precisava levá-lo com urgência a um lugar. E o levou para a casa da mulher que ele não via há quase 40 anos.
Naquele dia, depois desse inesperado e emocionante reencontro, o pastor voltou para casa pensando que, no final das contas, tudo acontece por um motivo. Até mesmo um buraco na parede. Tentar ver as coisas sob esse ponto de vista pode nos ajudar a encontrar algo positivo mesmo nas situações mais difíceis. E talvez aí esteja o estímulo necessário para superar os obstáculos pessoais ou profissionais que a vida põe em nosso caminho.

Liderar e Servir

Muitos dos que aspiram a posições de liderança sentem-se atraídos pela aura de poder que cerca a figura do líder. Eles acreditam que o principal apelo que a liderança oferece é a oportunidade de “mandar e ser obedecido”. A sensação de poder inebria o ego, e é aí que muitos líderes se perdem. Se dar ordens é uma das atribuições do líder, existe uma outra atribuição sem a qual nenhuma liderança se consolida de maneira eficaz: o líder também precisa aprender a servir.
O verdadeiro líder é aquele que serve à sua empresa. E para fazer isso, ele precisa servir também aos seus funcionários. Servir aos funcionários significa oferecer condições para que eles possam crescer na empresa e desenvolver o seu potencial. Significa saber ouvi-los, saber orientá-los, saber motivá-los – enfim, saber liderar. O líder que espera ser servido sem jamais servir não é um líder: é um impostor, mais interessado em jogos de poder do que em liderança eficaz. E os efeitos negativos disso logo se farão sentir no desempenho dos funcionários e da própria empresa.

Até Parece Verdade

Há certas coisas que, de tão repetidas, nos vencem pelo cansaço: elas parecem certas apenas porque nos acostumamos a ouvi-las vezes sem fim. No entanto, para chegar ao sucesso e obter satisfação com o seu trabalho, muitas vezes é necessário deixar as convenções de lado e buscar abordagens originais e criativas. E é difícil fazer isso sem questionar esses chavões do mundo empresarial que muitos tomam por lei. Aqui vão alguns deles:
» Não me traga problemas, traga-me soluções.
Para trazer soluções é preciso entender o problema. E isso pode exigir que ele seja discutido e debatido para que a troca de idéias e de experiências lance uma nova luz sobre a questão. Funcionários que se limitam a reclamar e a queixar-se são um entrave para o crescimento da empresa. Mas chefes omissos também são.
» Você precisa vestir a camisa da empresa.
Essa seria a situação ideal, mas é preciso lembrar que não se pode exigir lealdade incondicional. A lealdade deve ser conquistada e jamais pode ser vista como sinônimo de escravidão. Não peça a seus funcionários que “vistam a camisa”. Em vez disso, faça com que valha a pena vesti-la.
» Se quiser evitar encrenca, não se exponha.
Não se expor pode ser uma boa forma de evitar encrenca, mas também é uma excelente maneira de ser ignorado. E ninguém chega ao sucesso sendo ignorado.

A Verdadeira Motivação

Muito se fala a respeito da importância da motivação e dos métodos para motivar equipes, colaboradores e funcionários. Mas o que nem sempre se fala é o tipo de motivação que desejamos criar. Como tudo – ou quase tudo na vida – a motivação também pode ser positiva ou negativa. Ela é positiva quando nasce de nosso genuíno interesse em melhorar, crescer, prosperar e superar desafios. É negativa quando sua origem é o medo – de perder o emprego, por exemplo -, ou quando é estimulada apenas por recompensas como bônus ou prêmios. Pessoas de pouca visão podem pensar: “Mas o que importa de onde vem a motivação? Basta que o funcionário esteja motivado para fazer o seu trabalho”.
A grande diferença é que a motivação positiva é a única que gera o comprometimento total, enquanto que a negativa gera, quando muito, um comprometimento parcial e passageiro. É fácil entender por que. Se sua única motivação for o medo de perder o emprego, você fará apenas o mínimo necessário para manter sua posição. Se a motivação vier somente dos bônus e prêmios, a coisa toda pode virar um jogo no qual o único compromisso é marcar pontos. A cooperação, a participação e a iniciativa ficam restritas ao que pode render prêmios, e todo o resto é posto em segundo plano.
Não há nada de errado em oferecer recompensas adicionais aos funcionários. O erro é pensar que só isso é suficiente. Para criar motivação positiva, a recompensa deve fazer parte de um cenário muito mais amplo, que inclui, acima de tudo, criar um bom ambiente de trabalho. O bom ambiente de trabalho é aquele no qual os funcionários se sentem ouvidos e respeitados, no qual a comunicação é eficiente e as metas e objetivos são compartilhados por todos. É um terreno fértil para que habilidades, talentos e competências germinem e frutifiquem. Num ambiente assim, você não sente que está apenas se esforçando para fazer o que é preciso. Você sente que está crescendo como profissional e como ser humano. Existe motivação mais poderosa do que essa?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inimigos Imaginários

Um modesto lavrador ouviu dizer que o imperador pretendia dar um grande banquete. Imediatamente, colocou toda a sua colheita num barco e seguiu para o castelo. Sua intenção era procurar o cozinheiro-chefe do imperador e vender-lhe, de uma vez só, sua colheita inteira. Ao descer o rio, porém, foi ultrapassado por outro barco, que navegava em grande velocidade. Ele logo reconheceu a embarcação: pertencia a outro lavador, que era seu vizinho. O homem ficou fora de si. Queria ser o primeiro a chegar para vender sua safra, e não estava disposto a abrir mão dessa vantagem.
Começou a navegar mais depressa, até que ambos os barcos se envolveram numa louca e perigosa corrida. Tão furioso estava o lavrador com a possibilidade de ser passado para trás que deixou a prudência de lado e se pôs a realizar manobras arriscadas. Acabou perdendo o controle de seu barco. Não houve como evitar a colisão, e as duas embarcações afundaram. O lavrador conseguiu escapar com vida, mas perdeu toda a sua colheita. Só então percebeu que o outro barco estava vazio. A embarcação havia se soltado de suas amarras e estava navegando à deriva. Seu temível concorrente era apenas fruto de sua imaginação – e de sua ganância. Cuidado com os inimigos imaginários. Sua própria falta de autocontrole é que é, no fundo, a sua maior inimiga.
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